Como Americanas (AMER3) e Vibra (VBBR3) serão úteis uma à outra

Combinação de expertise da Americanas e capilaridade da Vibra deixa analistas otimistas

Foto: Divulgação

A parceria entre Americanas (AMER3) e Vibra (VBBR3) para a exploração de lojas dentro e fora de postos de combustível deve gerar valor para os acionistas das duas empresas, afirmam analistas do mercado.

Para eles, trata-se de um acordo no qual as empresas se complementam. De um lado, a Americanas tem expertise do varejo. Do outro, a Vibra tem uma rede de postos de combustíveis com capilaridade nacional.

Na visão de Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos, a complementaridade dos dois negócios deve gerar valor não apenas para os acionistas, mas também para os franqueados das lojas.

A parceria foca na gestão das lojas BR Mania e Local, que hoje somam mais 1.257 unidades. As lojas BR Mania, localizadas dentro dos postos de combustível, são operadas por franqueados.

Em relatório, a XP destaca que a experiência em operações de lojas de varejo da Americanas deve contribuir para ganhos financeiros na operação por meio da adequação do sortimento das lojas; da economia de custos por meio de seu poder de negociação; ao uso do Ame Digital nas lojas; e ao aumento do fluxo da loja com iniciativas multicanais.

Segundo Crespi, da Guide, o modelo de franquias traz ainda o benefício de tornar o negócio leve em ativos e, portanto, facilmente escalável, ponto importante principalmente para a Americanas, que tem sofrido com a alta da inflação, que pressiona os custos, e com o acirramento da concorrência.

Outro ponto positivo levantado pelo analista da Guide é a possibilidade de venda cruzada, com o consumidor que precisa abastecer seu veículo consumindo também na loja de conveniência.

O que o mercado espera para as ações?

Apesar do anúncio, a XP Investimentos mantém sua recomendação neutra para a Americanas, “pois continuamos a ver uma dinâmica desafiadora no setor de e-commerce frente ao aumento da competição e deterioração macro”, dizem os analistas. O preço-alvo da corretora é de R$ 45 por ação, o que representa alta de 44% em relação ao preço de fechamento de segunda-feira, de R$ 31,18.

De uma maneira geral, o mercado parece dividido em relação à ação. De acordo com dados do Refinitiv disponíveis na plataforma TradeMap, oito das 14 casas de análise consultadas recomendam compra para o papel, enquanto seis têm classificação neutra. A mediana do preço-alvo é de R$ 50, upside de 60%.

O mercado parece mais otimista com a Vibra: dos 14 analistas consultados, 13 têm recomendação de compra para a ação, enquanto apenas um indica a manutenção do papel em carteira. A mediada do preço-alvo é de R$ 32, o que representa alta de 40% em relação ao preço de fechamento de ontem, de R$ 22,90.

Por volta das 14h desta terça-feira, a ação da Americanas era negociada em alta de 0,39%, a R$ 31,14, enquanto a da Vibra caía 1,05%, a R$ 22,66.

 

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