China pede negociação ‘calma’ ao governo dos Estados Unidos; queda de popularidade de Bolsonaro abala o Ibovespa

Shutterstock/Aritra Deb

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na cúpula do G7 que a China busca uma negociação “calma” com os norte-americanos. Ontem, a Casa Branca informou que o chefe de estado estadunidense lamentou ainda não ter aumentado mais as tarifas sobre os produtos asiáticos.

De acordo com Trump, o governo chinês entrou em contato com representantes comerciais dos EUA e propuseram voltar à mesa de negociações. Segundo o vice-premiê da China, Liu He, o país está disposto a solucionar a guerra comercial entre as duas nações, por meio de decisões “calmas”.

Vale lembrar que essa disputa tem refletido nas bolsas ao redor do mundo. Na última sexta-feira, após Trump anunciar que os Estados Unidos responderiam à retaliação chinesa sobre tarifas de U$S 75 bilhões em produtos americanos, a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) fechou o pregão em queda – inclusive retornando abaixo da casa dos 97 mil pontos.

Após o diálogo chinês, Trump elogiou essa linguagem e o presidente da China, Xi Jinping, ao dizer que é um grande líder e que representa um grande país (dias depois de ter declarado como “inimigo”, junto com o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell).

No entanto, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Geng Shuang, declarou não saber de ligações de ambas as partes. Entretanto, como afirma matéria da Reuters Brasil, o Ministério do Comércio é que normalmente divulga comunicados sobre ligações.

A notícia da busca da China por voltar a negociar com os Estados Unidos melhorou o ânimo da B3 durante a manhã. Porém, após divulgação da pesquisa realizada pela CNT/MDA, sobre o salto da avaliação negativa do governo Bolsonaro, de 19% para 39,5%, o Ibovespa voltou a cair. Além do mais, de acordo com o Estadão, o presidente disse que “está para estourar” uma denúncia contra alguém próximo a ele.

“Não adianta fazer essa campanha contra a minha pessoa, contra minha família. Agora contra quem está do meu lado também, que está para estourar um problema aí. Um problema, não; uma falsa acusação sobre uma pessoa importante que está do meu lado”, disse Bolsonaro.

No último sábado, Bolsonaro comentou uma foto, em rede social, comparando as primeiras-damas do Brasil e da França. O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a postura e disse esperar que os brasileiros tenham um representante que se comporte à altura.

“O que eu posso dizer? É triste, é triste. Mas é triste, em primeiro lugar, para ele e para os brasileiros. Eu penso que as mulheres brasileiras têm, sem dúvida, vergonha de ler isso de seu presidente”

afirmou Macron em Biarritz
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