A criação de empregos no Brasil voltou a crescer em agosto com a geração de 278,6 mil postos com carteira assinada, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (29). O número veio melhor do que o esperado pelo mercado. O consenso Refinitiv apontava a criação de 268 mil vagas formais.
O resultado reflete 2,05 milhões de admissões contra 1,77 milhão de desligamentos. Os números mostram aumento de 25% em comparação aos dados de julho (221,3 mil, segundo dados revisados). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, houve queda de 28% (388,2 mil).
No acumulado até agosto, o Brasil criou 1,85 milhão de empregos formais, diferença entre 15,6 milhões de contratações ante 13,8 milhões de demissões. O estoque de empregos subiu para 42,5 milhões, alta de 0,66% em comparação ao mês anterior.
Serviços puxam alta
Todos os cinco setores da economia observados pelo Caged tiveram desempenho positivo. A geração de empregos em agosto foi puxada pelo setor de serviços, que abriu 141,1 mil vagas. Indústria aparece na sequência, com 52,7 mil postos, seguido pelo comércio (41,8 mil), construção (35,1 mil) e agricultura (7,7 mil).
Na distribuição pelo país, todas as cinco regiões tiveram desempenho positivo. O Sudeste foi a região com o melhor índice ao registrar 137,7 mil vagas formais. O Nordeste aparece na segunda colocação, com 66 mil empregos, e o Sul foi responsável por 35 mil novos postos. A região Centro-Oeste registrou 21,5 mil postos criados a mais do que fechados, enquanto o saldo do Norte ficou positivo em 18,1 mil postos.
Salários sobem no mês
O salário médio de admissão manteve a trajetória de alta observada desde maio. Em agosto, o valor foi de R$ 1.949,84, alta de 1,5%, ante o salário de julho (R$ 1.920,57)
Na comparação anual, no entanto, o pagamento ainda está levemente abaixo. Em agosto de 2021, o salário médio de admissão era de R$ 1.951,30 – 0,1% acima do montante atual.