Apesar da redução das atividades nas unidades de produção dentro e fora do Brasil por problemas técnicos e falta de insumos, a Braskem (BRKM5) aumentou o volume de vendas nos mercados doméstico e internacional no segundo trimestre de 2022, de acordo com dados prévios divulgados na manhã desta quinta-feira (21).
O documento mostra que a venda de resinas no mercado doméstico teve aumento de 11% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 879 mil toneladas, amparado pelo aumento do ganho de participação de mercado, que havia sido menor no mesmo intervalo de 2021, devido à parada geral de manutenção programada na central petroquímica do ABC, em São Paulo.
No quesito exportações, as vendas de resinas subiram 29% na comparação anual, para 230 mil toneladas, “devido as melhores condições de logísticas para exportação”.
As vendas dos principais produtos químicos pela Braskem subiram 2% no Brasil na comparação anual, para 725 mil toneladas, mas caíram 11% na ante o primeiro trimestre deste ano.
Os dados operacionais mistos no período reverberam nas ações da petroquímica. Por volta de 11h27, a ação preferencial registrava perda de 1,70%, a R$ 34,22, segundo dados disponíveis na plataforma TradeMap.
Mercado internacional
As operações diretas no mercado internacional também registraram dados positivos. As vendas de polipropileno nos Estados Unidos e México subiram 4% e 23%, respectivamente, na base anual, diante do consumo de estoque em meio à estabilidade na demanda.
Na Europa, por outro lado, a demanda pelo insumo diminuiu e as vendas caíram 19% ante o mesmo intervalo de 2021.
Utilização das centrais
A taxa média de utilização das centrais petroquímicas da Braskem recuou de forma generalizada no segundo trimestre deste ano, devido as paradas para manutenção e pela falta de matéria-prima.
No Brasil, a redução nas centrais foi de 2 pp (pontos percentuais), para 76% na base anual, impactada pelas paradas programadas no Rio Grande do Sul e Alagoas, bem como indisponibilidade de matérias-primas em unidades no Rio de Janeiro e São Paulo.
No exterior, a taxa média de utilização das centrais foi de 81% nos Estados Unidos e 79% na Europa, onde a Braskem produz polipropileno. Segundo a companhia, os EUA foram impactados pelas paradas programadas e não programadas para manutenção, enquanto a Europa foi afetada pela menor disponibilidade de matéria-prima.
No México, as plantas de polietileno ficaram com taxa média de utilização de 67%, alta de 9 p.p ante um ano antes, diante da melhor taxa da operação “fast track”.