Braskem (BRKM5) dá mais um passo na produção de insumo renovável para plástico

Petroquímica tem o objetivo de atingir a neutralidade de carbono até 2050

Foto: Shutterstock

A Braskem (BRKM5) fechou um acordo com a Lummus Technology para desenvolver e licenciar a produção de eteno a partir do etanol. O eteno é usado na fabricação de plásticos e sua fabricação a partir de uma fonte renovável ajuda a companhia a atingir o objetivo de neutralidade na emissão de gases causadores do efeito estufa até 2050.

Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta manhã, a Braskem disse que a parceria trará conhecimento para acelerar o seu compromisso com a sustentabilidade, uma vez que a Lummus tem capacidade técnica e experiência em licenciamento para apoiar no desenvolvimento e na comercialização da tecnologia para a produção do eteno verde.

A petroquímica informou também que o acordo viabiliza o licenciamento para dois projetos em desenvolvimento na América do Norte e na Tailândia, após a demonstração de interesse global de outras companhias na tecnologia.

Braskem quer fontes renováveis para seus produtos

A Braskem vem num esforço contínuo de investimentos no desenvolvimento de tecnologias que permitam à empresa continuar a produção – muito dependente de insumos vindos do petróleo – e, ao mesmo tempo, honrar compromissos ambientais.

No final de março, a Braskem anunciou uma parceria com a japonesa Sojitz para produzir, a partir de fontes renováveis, matérias-primas usadas na fabricação de garrafas PET e resinas. Hoje, os insumos usados nestes produtos são em sua maioria nafta, gás ou carvão, todos eles materiais de origem fóssil.

Sob os termos da parceria, as duas empresas criarão uma joint venture para produzir e vender bio-MEG (monoetilenoglicol) e bio-MPG (monopropileno glicol). O plano de negócios prevê também que, após a conclusão do desenvolvimento da tecnologia, sejam feitos investimentos em três unidades industriais. Os valores envolvidos no acordo não foram divulgados.

A Braskem tenta pelo menos desde 2017 encontrar uma forma de produzir MEG e MPG a partir de fontes renováveis. Naquele ano, a empresa se aliou à dinamarquesa Haldor Topsoe para desenvolver a tecnologia, e no final de 2020 anunciou que conseguiu produzir amostras de bio-MEG a partir de açúcar.

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