Bolsas mundiais ensaiam recuperação nesta sexta após notícia positiva da Evergrande; por aqui, campo político segue no radar

No Brasil, tensões políticas continuam nos holofotes após debandada no Ministério da Economia

Foto: Pixabay

Os mercados globais sinalizam tendência de alta nesta sexta-feira, 22, com os investidores mais animados com a dissipação do risco de default da incorporadora chinesa Evergrande Group, após a mídia local anunciar que a companhia pagou parte de sua dívida que venceria neste final de semana.

No entanto, a crise do setor imobiliário na China ainda deve ficar no radar dos investidores, além das preocupações quanto à queda nos estoques globais das cadeias de suprimentos, alimentada pela crise energética.

Por conta disso, as bolsas asiáticas fecharam de forma mista. O dado preliminar do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da IHS Markit ajudou a minimizar as quedas por lá, uma vez que o indicador acabou voltando à faixa de expansão (acima de 50), ao subir de 47,9 pontos em setembro para 50,7 pontos em outubro.

O PMI de serviços foi de 47,8 pontos para 50,7 pontos, enquanto o industrial avançou de 51,5 pontos para 53,0 pontos.

Na Europa, as bolsas abriram em alta, visando o cenário de melhora das incorporadoras chinesas e pelo anúncio do dado de atividade apresentando expansão na zona do euro.

Mesmo tendo apresentado redução em relação à última divulgação, a leitura preliminar do PMI composto ficou acima dos 50, o que indica expansão da atividade. O indicador ficou em 54,3 pontos em outubro, ante 56,2 pontos em setembro.

Já os futuros americanos estão sem tendência. O mercado acompanha os resultados corporativos para analisar se os problemas com os estoques de suprimentos podem afetar os resultados futuros das companhias. Ontem, a Snap Inc., dona do aplicativo Snapchat, revisou para baixo sua perspectiva de lucro, refletindo em todas as ações de empresas de tecnologia.

Além disso, as atenções continuam para a agenda do governo, com atenção para taxas de impostos e pelo desenrolar do pacote de infraestrutura.

No Brasil, as tensões políticas seguem nesta sexta, após a debandada no Ministério da Economia. A saída do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e sua equipe, deverá ser os centos das atenções, por conta do acordo do governo em mudar o teto de gastos.

Outro a deixar a pasta e surpreender o mercado foi o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, que não informou o motivo do pedido de demissão. Entretanto, a sua saída veio logo após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que vai pagar um auxílio-diesel para 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar o aumento no preço do combustível.

Ainda no campo político, as atenções seguem para a MP dos Precatórios, que foi aprovada com as mudanças no texto e agora segue para o plenário da Câmara, onde precisa ser aprovada em dois turnos por 308 deputados.

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