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Bolsas internacionais sobem mesmo com juros em alta, de olho em balanços

Bolsas internacionais sobem mesmo com juros em alta, de olho em balanços

Uma semana antes da reunião do Fomc, as bolsas internacionais já estão precificando com força os prováveis recados duros do comunicado do Fed

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As bolsas internacionais operam em alta, mesmo diante do aumento nas taxas de juros negociadas nos mercados. O movimento sugere que os investidores estão menos receosos com a possibilidade de uma remoção generalizada de estímulos à economia por parte dos bancos centrais, embora estejam se preparando para isso.

Em dezembro, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, indicou que pretendia elevar os juros do país com mais rapidez do que os investidores previam. A postura mais austera foi reforçada semanas depois, com a sinalização de que a instituição também estudava usar outras vias para diminuir o volume de dólares circulando no mercado.

O objetivo da instituição com estas medidas é combater a inflação, que nos Estados Unidos está no maior nível desde a década de 1980. A expectativa é de que outros bancos centrais sigam na mesma direção, visto que a inflação alta é um problema que afeta outros países. Dados divulgados hoje no Reino Unido, por exemplo, mostraram que os preços por lá subiram com a maior rapidez em 30 anos.

Este cenário provocou alta nas taxas de juros dos títulos de dívida dos Estados Unidos e também puxou os juros dos papéis de outros países – hoje os títulos de dívida da Alemanha com vencimento em 10 anos voltaram a ter juros positivos pela primeira vez desde 2019, por exemplo.

O movimento marca uma antecipação do mercado ao que o Fed deve dizer na próxima quarta-feira, quando anunciará sua decisão de política monetária. Ontem, as bolsas caíram diante da elevação dos juros negociados no mercado.

“Olhar para trás pode ajudar os investidores a se acalmarem em relação ao início das altas de juros pelo Fed”, disse a LPL Financial em um relatório, afirmando que em média os preços dos papéis sobem 15% nos 12 meses antes da primeira elevação das taxas num ciclo de alta. “Isto faz sentido porque é preciso uma economia em fortalecimento que crie empregos e inflação para o Fed ver necessidade de acabar com a festa.”

A LPL ressaltou que, com a primeira alta de juros esperada para março ou maio, e com o índice acionário S&P 500 subindo quase 20% desde março de 2021 e mais de 10% desde maio do ano passado, há o risco de o avanço esperado já ter sido concretizado.

No entanto, olhando no histórico, as ações também tendem a ter bom desempenho após o início do ciclo de alta de juros pelo Fed. “A história é similar, com o S&P 500 subindo em média 7,5% nos seis meses seguintes e 10,8% nos 12 meses posteriores”, disse a LPL Financial.

Esta percepção de que juros maiores podem não ser tão preocupantes para as ações parece ter chegado ao mercado hoje. Por volta das 9h50 (de Brasília), os contratos futuros dos três principais índices acionários dos Estados Unidos – S&P 500, Nasdaq e Dow Jones – subiam 0,2%.

Na Europa, o índice Euro Stoxx 50, que reúne grandes empresas da zona do euro, subia 0,62%.

Os investidores também monitoram, em paralelo, o desempenho da temporada de balanços corporativos. Até agora, das 33 empresas do S&P 500 que reportaram seus balanços, 70% superaram as expectativas de lucro, e isso dá força aos preços das ações.

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