A divulgação de dados positivos sobre a atividade econômica da China e do Reino Unido mantém as bolsas internacionais em alta. Os investidores ainda podem reagir a indicadores a respeito da atividade industrial e do emprego nos Estados Unidos, e à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a respeito dos níveis de produção da commodity.
Na China, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin/IHS Markit sobre a atividade industrial subiu a 50,9 pontos em dezembro, o nível mais alto desde junho. Em novembro, o indicador estava abaixo de 50 pontos, nível que sugere contração da atividade. O avanço de dezembro foi motivado por saltos de produção e alívio das pressões inflacionárias, mas limitado pelo enfraquecimento do mercado de trabalho e da confiança dos empresários.
Na Europa, o PMI industrial do Reino Unido caiu de 58,1 pontos em novembro para 57,9 pontos em dezembro, segundo dados da IHS Markit em parceria com a CIPS. A leitura definitiva ficou acima da estimativa preliminar de dezembro, de 57,6 pontos, e da previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, de 57,5. Apesar da queda, o resultado bem acima da marca de 50 indica que a atividade do setor continua crescendo.
Por volta das 8h40 (de Brasília), o índice Stoxx Europe 600, que reúne ações de empresas de vários países da região, subia 0,9%, para 494,40 pontos.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices do mercado de ações do país – Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq – subiam cerca de 0,4% pela manhã. Os investidores estarão atentos a dados sobre a atividade industrial do país referentes a dezembro e a números sobre o emprego na economia americana em novembro.
No mercado de petróleo, os preços operam em leve alta e acima de US$ 79 o barril à espera da decisão da Opep e dos aliados do grupo a respeito do nível de produção da commodity. A expectativa é de que seja anunciada uma elevação de 400 mil barris por dia (bpd) na oferta de petróleo a partir de fevereiro, nível que o mercado considera baixo diante dos sinais de que a economia continua se recuperando a despeito do aumento de casos de covid-19 no hemisfério norte.