Bolsas gringas em queda na véspera do Fed – veja o que importa hoje

Mercado ainda monitora encontro da equipe econômica do governo Lula com a Febraban em São Paulo

Foto: Shutterstock/Bigc Studio

Os índices futuros americanos e as bolsas europeias operam em queda na manhã desta terça-feira (31), em semana de reunião do Federal Reserve, que amanhã deve aumentar os juros dos EUA em 0,25 ponto, e do BCE (Banco Central Europeu), que na quinta pode elevar a taxa em 0,50 ponto.

Mais cedo, a Eurostat informou que o PIB da zona do Euro cresceu 1,9% no quarto trimestre, acima da projeção. Por outro lado, as vendas no varejo na Alemanha recuaram 5,3% em dezembro, o que desanimou os investidores, que esperavam uma leve alta no mês.

Nas últimas semanas, as bolsas internacionais operam entre o receio de que o aumento de juros nas principais economias já tenha contratado uma recessão global e o otimismo com o chamado pouso suave, com uma desaceleração gradual da atividade.

Amanhã, o Fed deve reduzir o ritmo de aumento dos juros e elevar a taxa básica em 0,25 ponto, ao intervalo entre 4,50% e 4,75% ao ano, mas o presidente do banco central americano, Jerome Powell, deve ressaltar as preocupações com a alta dos preços de serviços, que ainda rodam em patamares elevados.

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Por volta das 8h20, os índices futuros americanos operava no vermelho: o Dow Jones recuava 0,39%, o S&P 500 caía 0,45% e o Nasdaq estava em queda de 0,65%. O índice europeu EuroStoxx 50 estava em queda de 0,70%.

O mercado ainda aguarda a divulgação dos balanços de McDonald’s, General Motors e Pfizer.

Equipe econômica na Febraban

Por aqui, os olhos estarão voltados para o encontro da equipe econômica com representantes dos bancos, em São Paulo.

Às 9h, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, participam de reunião na Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em São Paulo.

Hoje, tem início a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que deve manter os juros básicos em 13,75% ao ano. A expectativa é que o comunicado da decisão, que sai amanhã, traga sinalizações dos próximos passos da política monetária.

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