As principais bolsas internacionais operam em queda na manhã desta quinta-feira (6), com os investidores à espera da ata da última reunião de juros do Banco Central Europeu, que será divulgada às 8h30, e de mais falas de membros do Federal Reserve, o banco central americano. Por aqui, o mercado está de olho nas movimentações das campanhas eleitorais para o segundo turno.
Ontem, dados do relatório ADP revelaram um mercado de trabalho ainda forte nos Estados Unidos em setembro, o que significa que as pressões inflacionárias podem continuar incomodando. Foram criadas 208 mil vagas no setor privado, acima da projeção de analistas.
O cenário reduz a chance de o Fed ir com menos sede ao pote no aumento da taxa de juros da maior economia do mundo, ao mesmo tempo em que eleva a possibilidade de uma recessão global à frente.
Às 9h30, o DoL (Departamento do Trabalho) dos EUA informa o número atualizado de pedidos de auxílio-desemprego, indicador que pode ajudar a entender o comportamento mais recente do emprego no país. São aguardadas também falas do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, e de outro membro do BC americano, Christopher Waller.
O cenário para a política monetária da Europa também está na ordem do dia. Na última reunião, o BCE elevou os juros da Zona do Euro em 0,75 ponto percentual, e a ata do encontro, que sai daqui a pouco, detalhará com qual cenário a instituição trabalha para inflação e atividade econômica.
Por volta das 8h, os índices futuros americanos operavam no vermelho: o Dow Jones caía 0,45%, o S&P 500 estava em queda de 0,50% e o Nasdaq recuava 0,45%. No mesmo horário, o Euro Stoxx 50, principal índice europeu, perdia 0,31%.
Risco fiscal
Por aqui, os investidores continuam acompanhando as movimentações das campanhas do ex-presidente Lula (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pela vitória em segundo turno.
Ontem, Simone Tebet (MDB) anunciou seu apoio a Lula, que ainda não definiu o nome do seu ministro da Economia ou qual será a sua política fiscal caso assuma o Palácio do Planalto a partir de 2023. Ontem, Bolsonaro evitou cravar que Paulo Guedes será o seu titular da pasta no ano que vem.
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Cada vez mais, as atenções se voltam também para o Orçamento do ano que vem. De acordo com o Estadão, há negociações para a votação, até o final do ano, de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para garantir a continuidade do pagamento de um Auxílio Brasil de R$ 600.
O texto ainda institucionalizaria o chamado orçamento secreto (as emendas de relator, que possuem critérios de distribuição pouco transparentes), o que obrigaria o pagamento dessas emendas em 2023.