Bolsas globais operam em alta nesta terça-feira com redução de riscos da nova variante Ômicron

No Brasil, as atenções seguem para a promulgação da PEC dos precatórios na nova análise pela Câmara dos Deputados

Foto: Pixabay

As bolsas internacionais sinalizam dia de ganhos nesta terça-feira, 7, à medida em que as preocupações sobre a gravidade da variante Ômicron são reduzidas ao redor do mundo. Por enquanto, tudo indica que a nova cepa, mesmo com uma transmissão mais rápida, não é tão mais grave que a Covid-19.

Além disso, análises de laboratório da terapia de anticorpos contra Covid-19 que a GlaxoSmithKline (GSK) está desenvolvendo em parceria com a Vir indicam que o remédio é eficaz contra a Ômicron.

Com o cenário um pouco mais otimista, as bolsas europeias e os futuros americanos operam em alta, reagindo aos melhores dados sobre as economias da China, Alemanha e da zona do euro.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 2,2% de julho a setembro em comparação ao segundo trimestre, de acordo com a leitura divulgada nesta terça pela Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia.

Já produção industrial da Alemanha cresceu 2,8% em outubro ante setembro, informou a Destatis, agência oficial de estatísticas do país. O resultado superou as expectativas do mercado, que previam avanço de 1% no período.

Os investidores irão aguardar os dados sobre a produtividade dos Estados Unidos, que sairão às 10h30. Além disso, às 17h, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulga informações de crédito ao consumidor de outubro.

Na Ásia, os mercados fecharam no campo positivo. As exportações chinesas cresceram 22% em novembro ante igual mês de 2020, informou a Administração Geral das Alfândegas da China. O resultado superou as expectativas do mercado, que projetavam avanço de 16,1%. As importações, por sua vez, subiram 31,7% na mesma base comparativa.

Outro fator que animou o mercado global foi o corte da taxa de compulsório bancário para injetar liquidez. Ontem, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou que reduzirá, a partir de 15 de dezembro, a taxa de exigência de reserva (RRR) em 50 pontos-base, com objetivo de liberar 1,2 trilhão de yuans (cerca de US$ 188 bilhões).

No entanto, as atenções continuam voltadas para o risco das dívidas do setor imobiliário chinês e para as intervenções regulatórios de Pequim.

Quanto às commodities, o preço do petróleo opera em alta, influenciado pela redução das preocupações da nova variante do coronavírus. O minério de ferro sobe forte, em reflexo dos melhores dados divulgados de exportações da China.

No Brasil, as atenções seguem para a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios na nova análise pela Câmara dos Deputados, após o texto ser modifico no Senado.

Além disso, hoje começa o primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para definição da taxa básica de juros, a Selic. A decisão sairá amanhã, com grande parte do mercado acreditando que a taxa suba 1,5 ponto percentual, saindo dos atuais 7,75% para 9,25% ao ano.

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