O BofA aumentou os preços-alvo para os papéis da CSN (CSNA3) e da CSN Mineração (CMIN3) ao projetar maior rentabilidade para as empresas, em meio a preços em alta do minério de ferro e do aço.
O preço-alvo para CSNA3 subiu em 25%, para R$ 20, ao fim de 2023, o que embute uma valorização da ordem de 15% frente ao valor de fechamento de quinta-feira (19). Para o papel CMIN3, o preço-alvo aumentou em quase 24%, para R$ 4,70, mesmo valor do fechamento de quinta.
Nesta sexta, por volta de 12h45, a ação da CSN subia 2,53% e a da CSN Mineração ganhava 1,49%, na contramão do Ibovespa, que perdia 0,69%.
Retorno com dividendos de 15% para CSN
Para a CSN, os analistas veem perspectivas de retorno de caixa “mais atraentes” em 2023, e vislumbram um dividend yield de 15% neste ano.
“Esperamos que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da empresa aumente 8% no quarto trimestre de 2022 em comparação com o terceiro trimestre”, afirmam analistas liderados por Caio Ribeiro, que assinam o relatório.
Já para a CSN Mineração, a empresa projeta um Ebitda de R$ 1,5 bilhão no último trimestre do ano passado, um valor 69% maior frente ao visto no terceiro trimestre, impulsionado por “melhores preços do minério de ferro”. As companhias divulgarão seus números do período no dia 8 de março, após o fechamento da Bolsa.
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O minério, vale ressaltar, apresentou um movimento de forte alta desde o começo do último trimestre de 2022. Em outubro, era cotado numa faixa de US$ 80. Nesta sexta, a tonelada do minério negociado na bolsa de Dalian, na China, teve alta de 1,76%, cotada a US$ 127,61.
No relatório, o BofA relembrou que o preço da tonelada do minério no quarto trimestre do ano passado ficou em US$ 99 na média, mas encerrou o ano em US$ 120.