A mineradora Vale (VALE3) fechou acordo com a empresa norte-americana Nextracker para a compra de painéis fotovoltaicos com rastreadores para seu complexo de geração solar em Minas Gerais.
A tecnologia dos rastreadores permite que os painéis fotovoltaicos sigam o movimento do sol durante o dia, de modo que a produtividade e capacidade de captação da energia solar aumente.
O projeto solar “Sol do Cerrado” da Vale começou em dezembro do ano passado, quando a companhia estimou investimentos na ordem de US$ 500 milhões para a implementação do empreendimento, com operação prevista para o último trimestre de 2022.
De acordo com a Nextracker, os rastreadores solares, também conhecidos como “trackers”, resultam em ganhos de desempenho de 20% a 30% ao permitir que os painéis captem melhor a luz do sol. O fornecimento acordado é o suficiente para atender os 766 megawatts de capacidade das usinas, que ficarão na região mineira de Jaíba.
“Para esse projeto, devemos começar o fornecimento agora depois da metade do ano, entre agosto, setembro, e terminar em 2022, aproximadamente no final do primeiro trimestre”, disse o diretor de vendas da Nextracker para o Brasil, Nelson Falcão.
“Sol do Cerrado”
Ao anunciar o projeto solar em Minas Gerais, a Vale disse esperar que o complexo reduza em cerca de US$ 70 milhões os custos anuais da empresa com energia elétrica.
Também destacou na ocasião que o investimento é alinhado com sua agenda de ações ligadas a questões ambientais, sociais e de governança (ESG).
Entre as metas da mineradora estão reduzir as emissões absolutas de carbono em 33% até 2030 e se transformar em uma empresa com emissão líquida zero nos chamados escopos 1 e 2 até 2050.
Um total de US$ 2 bilhões devem ser destinados às medidas para a redução de suas emissões de carbono.
*com informações de Reuters