No segundo trimestre de 2021, a Grendene, dona das marcas Ipanema, Rider e Melissa, teve um lucro líquido recorrente de R$ 39,4 milhões, retração de 22,9% quando comparado ao mesmo período de 2019.
De acordo com a companhia, a redução de 21,9% no volume de pares embarcados e a pressão de custos das matérias primas foram as principais razões para a queda do indicador.
No semestre, o lucro líquido recorrente avançou 22,7% ante o 1º semestre de 2019, atingindo R$ 171,2 milhões.
Vale destacar que as comparações também foram feitas em relação ao 2º trimestre de 2019, dado que o resultado entre abril e junho de 2020 foi fortemente afetado pela pandemia.
Já a receita líquida ficou em R$ 358 milhões ante os R$ 56,7 milhões reportados no segundo trimestre do ano passado. A diferença evidencia os impactos dos fechamentos de fábricas e comércio no período de 2020.
A Grendene destaca que, durante o período em análise, o resultado também foi afetado pela segunda onda da Covid-19, no entanto em menor pressão.
O volume de pares no 2T21 ficou em R$ 437,7 milhões ante os R$ 82,1 milhões do 2T20. No comparativo com 2019, o volume ficou 11,9% menor.
O mercado interno continua sendo o mais representativo no consolidado da receita total da empresa. No entanto, a Grendene vem fazendo parcerias para aumentar a sua participação no mercado externo. No dia 5 de julho, ela anunciou em fato relevante o fechamento de uma joint venture com a gestora 3G Radar para atuação no exterior, visando a distribuição e a comercialização dos produtos Grendene em determinados mercados internacionais.
A joint venture será controlada pela 3G, com 50,1%. Já a Grendene ficará com os outros 49,9% do capital social.
A receita bruta no mercado interno cresceu 1,6%, enquanto o volume de pares se manteve estável em relação a igual período de 2019. Esse desempenho reflete os reajustes de preços promovidos em outubro de 2020 e fevereiro de 2021 e, em menor escala, do efeito positivo do mix de linhas e produtos vendidos.
Enquanto no mercado externo, houve uma recuperação gradual das exportações, com crescimento de 26% na receita bruta de exportação e 7,4% no volume de pares exortados em relação ao 1S19.
Esse resultado positivo reflete o apoio aos distribuidores ao longo de 2020, das alterações na gestão comercial e nos canais, além da retomada e elevação do número de países-destinos das exportações e da desvalorização do real frente ao dólar, o que torna os produtos mais competitivos e com margens atrativas para a companhia.
Já o EBIT semestral recorrente avançou 64,6% em relação ao 1S19, totalizando R$ 113,5 milhões. E o Ebitda recorrente do semestre ficou em R$ 159,3 milhões, elevação de 55,6% frente ao primeiro semestre de 2019.
Entre janeiro e junho, a companhia encerrou com caixa de R$ 2 bilhões, mantendo sua sólida situação financeira.
Adicionalmente a Grendene ainda enfatiza que está mais otimista em relação ao segundo semestre do ano, embora cientes dos riscos que as novas variantes do coronavírus representam para o ritmo da recuperação mundial.
Dividendos
Além dos resultados, a Grendene anunciou a distribuição de proventos referentes ao exercício de 2021. O valor total corresponde a R$ 0,03735 por ativo.
As ações ficarão ex-dividendos no dia 5 de agosto, com pagamento agendado para o dia 18 do mesmo mês.
Foto: Grendene