Lucro da BB Seguridade cai 23,2% no segundo trimestre, para R$ 228 milhões

No 1º semestre, o lucro líquido ajustado da companhia contraiu 7,2%, finalizando em R$ 133,8 milhões

No segundo trimestre deste ano, a BB Seguridade reportou um lucro líquido ajustado de R$ 228,1 milhões, queda de 23,2% na comparação anual.

Embora a BB Corretora tenha apresentado forte crescimento no resultado do segmento de distribuição em relação ao mesmo período de 2020, o agravamento da crise sanitária e a volatilidade do resultado financeiro impactaram negativamente os números das demais operações. 

Os prêmios emitidos na subsidiária Brasilseg foram de R$ 3,150 bilhões, baixa anual de 22,2% e com alta de 36% na margem. As reservas de previdência totalizaram R$ 5 bilhões e a arrecadação com títulos de capitalização ficou em R$ 955 milhões.

O lucro líquido ajustado da companhia contraiu 7,2%, finalizando em R$ 133,8 milhões durante o primeiro semestre de 2021

No acumulado do ano, a BB Corretora também foi destaque, com forte crescimento, decorrente de maiores receitas de corretagem nas principais linhas de negócio e da expansão da margem operacional. Por outro lado, as adversidades impostas pela pandemia impactaram os resultados das outras operações.

Na Brasilprev, a redução de 30,3% no 1º semestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020 decorreu do resultado financeiro negativo, motivado pelo diferencial de índices de inflação que atualizaram a maior parte dos ativos (IPCA e IGP-M do período corrente) e passivos (em grande parte atualizados pelo IGP-M com defasagem média de um mês) nos planos de benefício definido.

Enquanto isso, na Brasilseg, a queda de 18,8% é atribuída principalmente ao agravamento da crise sanitária, com o pico de mortes por Covid19 desde o início da pandemia sendo atingido no período em análise, elevando a sinistralidade em 19,7 pontos percentuais.

Já na Brasilcap, a redução de 16,2% na mesma base de comparação ocorreu devido à retração do resultado financeiro, parcialmente compensada pela queda nas despesas gerais e administrativas e nos custos de aquisição.

Perspectivas

Além do resultado a BB Seguridade atualizou para baixo a sua perspectiva para o ano de 2021, por conta da segunda onda Covid-19, com resultados operacionais revisados de entre 8% a 13% para entre 1% a 6% de crescimento.

O desvio observado no intervalo de projeção do indicador resultado operacional não decorrente de juros (ex-holdings) se deu em função do agravamento da pandemia de Covid-19 ao longo do 1º semestre de 2021, que levou ao aumento muito acima do esperado no número de sinistros dos seguros com cobertura de morte na Brasilseg. 

Segundo a companhia, tal efeito não deve ser compensado em sua totalidade no segundo semestre, ainda que a expectativa seja de redução no número de mortes e, consequentemente, de sinistralidade, em função do avanço na imunização da população adulta.

Não fosse por este impacto, o desempenho da BB Seguridade estaria na parte superior do intervalo de estimativas.

Já para o indicador de prêmios emitidos da Brasilseg, o desempenho acima das projeções iniciais se deu por uma superação das expectativas nos seguros rurais e de vida, mesmo em um ambiente de negócios ainda muito desafiador no período, quando diversas restrições de circulação foram impostas para controlar a disseminação do vírus.

Considerando a expectativa de melhora do cenário no segundo semestre, ancorada na evolução da vacinação e retomada mais plena da atividade econômica, a BB Seguridade afirma que o intervalo de projeção inicial deixou de fazer sentido e revisou suas previsões.

Dividendos

Além disso, também foi anunciado a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,52087499717 por ação da BBSE3, com o pagamento agendado para o dia 23 de agosto.

Terão como base a posição acionária do dia 11 deste mês, sendo as ações negociadas ex-dividendos a partir de 12 de agosto.

Foto: Banco do Brasil

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