A JBS, maior empresa de processamento de carne do mundo, informou ontem que todas as suas instalações globais estão operando normalmente após o ataque cibernético.
As redes de computadores da JBS foram hackeadas no último domingo, 30, o que fez com que algumas operações na Austrália, Canadá e Estados Unidos fossem temporariamente fechadas, afetando vários trabalhadores.
“A instantânea resposta dada pela companhia, aliada aos robustos sistemas de TI e servidores de backup criptografados, permitiram a rápida recuperação. Desta forma, a JBS USA e a Pilgrim’s puderam limitar a perda da produção de alimentos durante o ataque a um volume menor que o equivalente a um dia de produção”, destacou a empresa em nota.
Segundo o CEO da JBS USA, André Nogueira, os criminosos não conseguiram acessar os sistemas centrais do frigorífico, “o que reduziu significativamente o potencial impacto do ataque”.
De acordo com investigações do FBI, um grupo russo está envolvido neste ataque do tipo ransomware, que é quando um vírus passa a controlar o computador da vítima e os criminosos exigem um valor em dinheiro para devolver o controle.
A agência de segurança dos Estados Unidos trabalha para levar o grupo REvil à Justiça pelo ataque cibernético à companhia brasileira.
Ibovespa
Por volta das 11h10, no horário de Brasília, as ações ordinárias da JBS (JBSS3) caíam 1,28% nesta sexta-feira, 4.
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Foto: Divulgação