Ibovespa aos 124k pontos, preço do petróleo, avanço da covid, resultados financeiros e o que move o mercado hoje

Em um dia marcado pela aversão ao risco, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou esta segunda-feira, 19, em forte queda de 1,24%, aos 124.394,57 pontos, com um giro financeiro de R$ 21,33 bilhões. 

Com o avanço da variante delta de coronavírus pelo mundo e com o recuo do preço do petróleo, o indicador marcou sua segunda queda consecutiva. 

O VIX, também conhecido como Índice do Medo (por medir a volatilidade das opções no mercado americano), registrou forte alta, acima de 20%, chegando a superar os 30% ao longo do dia. 

Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 2,09%, a 33.962 pontos.  

S&P 500 caiu 1,59%, a 4.258 pontos, enquanto o indicador de tecnologia Nasdaq registrou baixa de 1,06%, a 14.274 pontos. 

dólar comercial apresentou sua maior valorização diária em dez meses, encerrando em alta de 2,65%, negociado a R$ 5,2501 na venda. 

Os contratos do petróleo WTI para setembro caíram 6,96%, vendidos a US$ 66,58 o barril. 

Enquanto isso, os do Brent para setembro conseguiu encerrar o dia em leve alta de 0,04%, a US$ 68,75. 

A queda brusca no preço da commodity foi reflexo do acordo entre os integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) para o aumento da produção. 

A partir de agosto, o grupo aumentará sua produção em 400 mil barris por dia a cada mês até dezembro, até chegar ao total de 2 milhões de barris.  

Para o ano que vem, a Opep+ concordou em reavaliar o corte planejado em 2020, de 5,8 milhões de barris de produção até o fim de 2022. 

Com isso, as ações do setor fecharam em queda no pregão. 

A Petrobras (PETR4) registrou baixa de 1,2%, enquanto a PetroRio (PRIO3) e 3R (RRRP3) recuaram mais de 3% cada uma.  

Lá fora, o dia também foi tenso, com diversos países europeus acelerando os casos de covid, em meio à implementação de medidas de afrouxamento do distanciamento social, podendo inclusive retomar as medidas de isolamento.  

Além disso, a Europa vem sofrendo desde a semana passada pela destruição causada por enchentes na Alemanha e na Bélgica. 

Boletim Focus

Por aqui, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, trazendo expectativa sobre indicadores como inflação, câmbio, PIB e juros.  

A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro voltou a subir, mostrando expansão de 5,27%, ante 5,26% na semana passada.  

Para 2022, as apostas foram para crescimento de 2,10% do PIB, contra 2,09% anteriormente.  

Para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), as estimativas para 2021 foram elevadas pela 15ª semana consecutiva, desta vez de 6,11% para 6,31%.  

Já para o próximo ano, houve manutenção nas expectativas em 3,75%.  

Em relação à taxa básica de juros, Selic, a perspectiva mostrou que neste ano encerrará em 6,75%, acima dos 6,63% esperados na semana anterior.  Para 2022, as apostas foram mantidas a 7%. 

Agenda Econômica 

Para esta terça-feira, 20, os investidores continuarão acompanhando os resultados corporativos, divulgados tanto lá fora quanto internamente.  

No Brasil, teremos a divulgação de balanços da Neoenergia e da Indústrias Romi após o fechamento do mercado.  

Do lado de indicadores econômicos, será divulgado somente a segunda prévia do IPG-M.  

Lá fora, a agenda ainda vem fraca nos EUA, apenas com a divulgação das Construções de Novas Residências às 9h30 e os Estoques de Petróleo. 

Foto: Getty Images

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