A Cruzeiro do Sul Educacional conseguiu reverter o prejuízo líquido de quase R$ 49 milhões no 2º trimestre de 2020 para um lucro líquido de R$ 28 milhões entre abril e junho deste ano.
O desempenho pode ser explicado pela expansão do resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) ajustado, que totalizou R$ 133,1 milhões no período em análise – mais do que o dobro em relação ao segundo trimestre do ano passado.
A margem do indicador, por sua vez, avançou 15,7 pontos percentuais, para 26,2%.
Vale destacar que parte desse avanço é explicado pela mudança do mix de receita com maior participação do EaD, ao avanço digital do presencial e ganho de escala nas empresas adquiridas.
Contudo, a Cruzeiro do Sul reportou queda de 0,8% em sua receita líquida na base anual, a R$ 478,2 milhões. A retração foi decorrente, em grande parte, pelo impacto negativo da liminar de desconto na Unipê.
Ao excluir esse efeito, a receita teria apresentado um aumento anual de 1,1%, beneficiada pelo negócio de EaD, que mitigou a queda no presencial.
No período, a companhia destacou o início da operação de 37 polos hubs de EaD.
Com relação ao mesmo período de 2020, a base de alunos no ensino presencial sofreu redução de 7,1% diante do cenário ainda adverso causado pela pandemia, apesar da captação ter aumentado neste período.
A base de alunos na modalidade ensino à distância expandiu 17% sendo beneficiado pelo aumento do processo seletivo e pelo maior número de polos, apesar da queda na base de alunos de pós-graduação.
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Foto: Cruzeiro do Sul