A Cogna (COGN3) registrou prejuízo líquido de R$ 90 milhões no primeiro trimestre de 2021, aumento de 132% em relação ao saldo negativo de R$ 39,1 milhões reportado no mesmo período do ano passado.
Se comparado ao último trimestre de 2020, houve redução de 97,7% no prejuízo, que era de R$ 4,01 bilhões.
Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 6 milhões, uma queda de 86,1% sobre os R$ 46 milhões na comparação anual.
A receita líquida do trimestre totalizou R$ 1,26 bilhão, recuo de 22,4% ante o R$ 1,62 bilhão obtido no mesmo período de 2020.
Esta queda é reflexo das pressões de receita no ensino superior e no ensino básico, além do menor volume de vendas ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em função da sazonalidade.
A receita bruta do período somou R$ 1,65 bilhão, caindo 19,7% em relação aos R$ 2,05 bilhões registrados no ano anterior. Em relação ao quarto trimestre, a queda foi de 22,4%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente chegou a R$ 365 milhões, queda de 16,9% no comparativo anual.
A margem Ebitda recorrente diminuiu 1,9 ponto percentual (p.p.), para 0,5%.
A alavancagem, medida pelo indicador Dívida Líquida/Ebitda ajustado, foi de 1,97x. No quarto trimestre de 2020, a alavancagem estava em 1,89x.
O Capex do trimestre foi de R$ 51 milhões, redução de 43.9% se comparado ao mesmo período de 2020.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 175,3milhões, redução de 22,7% sobre os R$ 226,93 milhões do mesmo período de 2020.
Se comparado ao último trimestre do ano anterior, o recuo foi de 13,9%.
Esta diminuição foi explicada pela redução nas linhas de juros de arrendamento (vinculadas à contratos de aluguel) e de juros sobre empréstimos, em razão do menor endividamento bruto.
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Foto: Cogna/Divulgação