A BRF, dona da Sadia e Perdigão, obteve um prejuízo líquido de R$ 199 milhões durante o segundo trimestre de 2021, contra um lucro líquido de R$ 307 milhões no mesmo período do ano anterior.
Segundo a companhia, o resultado foi impactado negativamente por conta, principalmente, dos efeitos inflacionários e cambiais nas despesas financeiras.
No relatório, a administração da companhia destaca a ampliação da capacidade de geração de negócios e expansão dos investimentos.
A receita líquida obtida pela BRF entre abril e junho deste ano foi de R$ 11,637 bilhões, com crescimento de 27,8% em relação ao mesmo período no ano passado.
O valor do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 1,271 bilhão no período. A margem do indicador foi de 10,9%, representando queda de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo intervalo em 2020.
A administração da BRF ressalta a importância de sua expansão em novos segmentos, como é o caso do protagonismo assumido no setor de pet food e do investimento em produtos substitutos de carnes.
A companhia anunciou a meta de zerar o balanço de emissões de gases de efeito estufa em sua cadeia até 2040.
No Brasil, houve crescimento de preferência entre as principais marcas da companhia, com o melhor resultado dos últimos 6 trimestres. O desempenho de Perdigão, Sadia e Qualy foi destacado pela administração.
No cenário internacional, o foco da BRF se manteve nas categorias de maior valor agregado.
Foto: BRF/Divulgação