Bolsas mundiais continuam reagindo aos resultados corporativos; por aqui, decisão do Copom deve repercutir nesta quinta

No Brasil, os investidores deverão repercutir a decisão do Copom para a Selic, que subiu em 1 ponto percentual, para 5,25% ao ano

O vai e vem dos mercados internacionais continuam nesta quinta-feira, 5. As bolsas globais reagem ao retorno do bom humor por conta dos resultados corporativos referentes ao segundo trimestre de 2021.

Na Ásia, as bolsas fecharam de forma mista, ainda com o mercado reagindo às  restrições regulatórias de Pequim.

Enquanto isso, as bolsas europeias abrem em alta, repercutindo os recentes dados econômicos que acabaram surpreendendo positivamente, além dos maiores lucros das companhias no primeiro semestre.

Os futuros americanos seguem na mesma direção, com os investidores de olho nos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, sendo um importante catalizador para pauta a perspectiva dos próximos passos do banco central americano, o Fed, com sua política de estímulos.

Alguns representantes da autarquia monetária discordam quanto ao caminho da taxa de juros e acreditam que já está na hora de uma redução dos estímulos à maior economia do mundo.

Quanto aos dados econômicos, o mais recente divulgado foi o relatório de emprego da ADP, que trouxe números bem menores que o esperado, já o índice de atividade, o PMI de serviço, mostrou uma expansão recorde para as indústrias de serviços dos EUA.

No entanto, os investidores ficam atentos aos números da variante delta, que está se espalhando rapidamente, o que provoca muitas discussões sobre novas restrições à mobilidade.

Agenda econômica

Na agenda econômica desta quinta, haverá a divulgação dos dados de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, às 9h30 (horário de Brasília). Além disso, o Banco Central da Inglaterra divulgará a sua taxa básica de juros.

No Brasil, o que deverá repercutir hoje é a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) para a taxa básica de juros, que subiu em 1 ponto percentual, trazendo a Selic para 5,25% ao ano, como esperado pelo mercado.

Segundo o comunicado do Bacen, a inflação persistente com a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços pode provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação. Portanto, o aumento mais forte foi necessário.

Para a próxima reunião, o comitê ainda antevê novos ajustes “de mesma magnitude”. Os investidores também deverão acompanhar as notícias do campo político.

Do lado das empresas a agenda corporativa segue carregada, com a divulgação dos resultados das empresas: Banco BMG (BMG4), Engie Brasil (EGIE3), BK Brasil (BKBR3), Arezzo&Co (ARZZ3), Azul (AZUL4), Lojas Renner (LREN3), Eneva (ENEV3), CSU Cardsystem (CARD3), JHSF (JHSF3), Ouro Fino (OFSA3), Unicasa (UCAS3), São Carlos (SCAR3), Taurus Armas (TASA4), Hering (HGTX3), Tenda (TEND3) e Tupy (TUPY3).

A Petrobras divulgou bom desempenho no segundo trimestre ao final do pregão de ontem, fazendo com que as ADRs da companhia em Nova York subissem fortemente nesta quita. Desta forma, a repercussão nos papéis da companhia também deverá ocorrer na B3.

Por fim, a tão aguardada estreia da Raízen (RAIZ4) acontecerá hoje na bolsa brasileira. O IPO da companhia movimentou quase R$ 7 bilhões e marcou a maior oferta do ano no mercado brasileiro até o momento.

Foto: Pixabay

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