O Banco de Brasília (BRB) informou na última quinta-feira, 9, que pediu o registro de oferta pública de distribuição de ações (IPO, na sigla em inglês) perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com o documento, a instituição financeira planeja realizar a operação por meio de units, que contemplam ações ordinárias e preferenciais. A operação contará com a distribuição primária (quando o dinheiro levantado vai direto para o caixa da companhia) e secundária (quando os atuais acionistas vendem parte ou a totalidade de suas fatias).
Além disso, o banco também disse que protocolou o pedido de adesão ao segmento Nível 1 de governança corporativa da B3, nível com menos exigências em relação ao Nível 2 ou ao Novo Mercado. Abra aqui e veja mais detalhes.
Não será realizado nenhum registro do IPO em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de outro país.
Quanto aos recursos líquidos provenientes da tranche primária, o BRB pretende utilizá-los para expansão da carteira de crédito (75%) e investimentos em tecnologia (25%).
Os coordenadores da operação são os bancos Itaú BBA (líder), BTG Pactual e Citi.
Sobre o BRB
Criado em 1964, o BRB é agente financeiro do Distrito Federal (DF) e é o único banco estadual da região Centro-Oeste.
Em 2020, a instituição financeira diz ter registrado seu maior lucro líquido recorrente dos últimos anos, no valor de R$ 456 milhões, demonstrando um aumento de 10,5% em comparação a 2019.
Quanto ao 2º trimestre de 2021, o lucro líquido do banco foi de R$ 242 mil, o que representa um crescimento de 21% sobre o mesmo período do ano anterior.