BB reduz preço-alvo de Raia Drogasil (RADL3) e Pague Menos (PGMN3) – veja o motivo

Inflação é vista como um empecilho para valorização das ações de ambas as empresas

Foto: Shutterstock

A BB Investimentos ficou mais pessimista em relação ao potencial de valorização das ações da Raia Drogasil (RADL3) e da Pague Menos (PGMN3), e o motivo é um só: a inflação.

Em relatório, a instituição manteve a recomendação neutra – ou seja, nem de compra nem de venda – para as duas ações, mas reduziu o preço alvo de Raia Drogasil de R$ 25,60 para R$ 23,20, e o de Pague Menos de R$ 13,00 para R$ 10,60.

As novas estimativas, embora menores, ainda representam preços bem maiores que os atuais para ambos os papéis.

Ontem, a ação da Raia Drogasil fechou o pregão em R$ 18,35, ou 20,9% abaixo do preço-alvo estipulado pela BB Investimentos. A da Pague Menos terminou a sessão de quinta-feira (19) em R$ 6,31, ou 40,5% abaixo do preço-alvo.

Na avaliação da analista Georgia Jorge, da BB Investimentos, os papéis das duas redes de farmácias estão desvalorizados por causa da percepção de que a inflação elevada vai piorar o poder de compra da população e prejudicar os resultados de empresas vinculadas ao setor de consumo.

No caso da Pague Menos, há uma desvantagem extra: o fato de a empresa ainda estar em fase de crescimento. Atualmente, diz Jorge, os investidores estão preferindo estacionar o dinheiro em empresas mais consolidadas.

“A volta do interesse dos investidores por papéis ligados ao segmento de consumo dependerá do arrefecimento da inflação e de uma perspectiva clara acerca do fim do ciclo de aperto monetário, o que vislumbramos apenas a partir do segundo semestre de 2022”, acrescentou.

Vale dizer que a BB Investimentos está do lado mais pessimista do mercado em relação às duas empresas.

Segundo dados da Refinitiv disponíveis na plataforma TradeMap, as instituições financeiras estão divididas entre incentivar a compra das ações de Raia Drogasil – com sete delas adotando esta recomendação – e sugerir neutralidade em relação ao papel – são seis as instituições com esta perspectiva.

No caso da Pague Menos, todas as sete instituições financeiras ouvidas pela Refinitiv recomendam a compra da ação.

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