Bancos pioram previsão de inadimplência, mas veem situação sob controle, diz Febraban

Projeção de crescimento da carteira de crédito em 2022 subiu de 9,7% para 10,4%, mostrou pesquisa da entidade

Foto: Shutterstock

Os bancos brasileiros passaram a esperar um aumento mais acentuado da inadimplência nos próximos meses, mas continuam achando que o nível ficará dentro de um limite aceitável, segundo uma pesquisa publicada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

De acordo com os dados, as  instituições financeiras consultadas acreditam que a inadimplência aumentará para 4,0% da carteira de crédito concedido a pessoas físicas até o final deste ano. Na edição anterior da pesquisa, referente a maio, a previsão estava em 3,8%. Para o ano que vem, a expectativa ficou estável em 4,1%.

“A perspectiva não é de grande deterioração, com a taxa mantendo-se próxima ao patamar pré-pandemia (3,8% em
fevereiro de 2020)”, afirmo a Febraban.

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Os bancos também aumentaram significativamente a previsão para outro indicador relevante do setor: a expansão da carteira de crédito.

A projeção de crescimento dessa carteira em 2022 subiu de 9,7% para 10,4%, diante do desempenho mais forte que o esperado do crédito e da atividade econômica neste início de ano.

A maioria (57,1%) das instituições financeiras consultadas avalia que a economia brasileira vai crescer entre 1,0% e 1,5% em 2022, enquanto 38,1% esperam expansão superior a 1,5%.  O quadro das estimativas é bem diferente do divulgado em maio, quando 58,8% dos pesquisados esperavam que o PIB (Produto Interno Bruto)  atingisse até 1,0% neste ano.

A revisão para cima nas projeções para o crédito foi liderada pela carteira com recursos livres. A expectativa dos bancos é que esse segmento cresça 13,1% em 2022, alta superior à de 11,8% prevista em maio.

Para o crédito direcionado, a estimativa de avanço caiu de 7,6% para 7,1%.

Evolução das previsões para o crescimento do crédito livre

Fonte: Febraban

Em relação à economia dos Estados Unidos, a maioria dos bancos consultados acha que a economia do país deve desacelerar, sendo possível que haja uma recessão técnica (dois trimestres de queda), mas sem grandes sobressaltos.

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