B3 atinge 3,4 milhões de investidores em renda variável; saldo médio aplicado cai

Bancos são as empresas com mais pessoas físicas na base de acionistas

Foto: B3/Divulgação

A B3 chegou a 3,4 milhões de investidores pessoas físicas no segmento de renda variável ao fim de setembro, um crescimento de 30% em um ano. Já o número de contas, uma vez que um mesmo CPF pode estar registrado em diferentes corretoras, chegou a 4 milhões, alta de 26% na comparação anual.

O segmento de renda variável engloba o mercado à vista de ações, que concentra a maior parte dos investidores, as negociações de cotas de fundos de investimento imobiliários (FIIs), fundos de índices (ETFs) e recibos de ações de empresas estrangeiras negociados no Brasil, os BDRs.

Enquanto o número de pessoas na Bolsa sobe, o valor aplicado por elas está em queda. O saldo mediano investido ficou em R$ 8 mil, uma queda de 11,1% em relação aos R$ 9 mil registrados 12 meses antes.

A queda do valor está ligada ao perfil do entrante em renda variável. Em 2015, a pessoa física estreava em média com R$ 5 mil para investir em produtos de renda variável. O montante já caiu para pouco mais de R$ 1,5 mil no ano passado. Em setembro, o valor médio foi de apenas R$ 273.

Esse universo de investidores possuía ao final de setembro um patrimônio investido de R$ 519 bilhões, 37% de crescimento em um ano. Esse montante também representa 16% do total do mercado da B3.

Mercado à vista

Só no mercado à vista de ações, são 2,9 milhões de CPFs, crescimento de 26%. A mediana dos valores sob custódia, no entanto, caiu de R$ 7 mil para R$ 6 mil em um ano.

Os dados da B3 mostram que os bancos estão entre os preferidos das pessoas físicas. Banco do Brasil, Bradesco e Itaú são as três empresas com mais CPFs em suas bases. Magazine Luiza, Oi e Petrobras também estão na lista das empresas com mais pessoas físicas.

Quase metade dos investidores pessoas físicas possui ao menos cinco papéis.

BDRs

A B3 também registrou o avanço dos investidores em BDRs. Ao fim de setembro, eram 264.734 CPFs com recibos de depósito de ações estrangeiras, um avanço de 1.414% em 12 meses – em setembro de 2020, quando o mercado foi aberto para todos os investidores, eram apenas 17.488 CPFs.

O saldo médio aplicado por esses investidores é de R$ 2 mil, um terço do que era um ano antes.

E são as big techs (grandes empresas do segmento de tecnogia) as queridinhas dos investidores brasileiros. Apple, Amazon e Alibaba são os três BDRs com mais pessoas físicas.

FII

Já os fundos imobiliários contavam em setembro com 1,5 milhão de CPFs, ante 1,1 milhão em igual período de 2020. O saldo médio investido pelas pessoas físicas nesse produto permaneceu estável, em R$ 5 mil.

Os três FIIs com mais pessoas físicas são: BCFF11, administrado pelo BTG Pactual e que é um fundo que investe em cotas de outros FIIs; o HGLG11, administrado pela gestora Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG) e da categoria de “tijolo” (ou seja, investe diretamente em empreendimentos imobiliários) voltado ao segmento de galpões; e o HGRU11, também da CSHG, fundo de tijolo do setor educacional.

Já os ETFs contam com 474,4 mil investidores pessoas físicas, quase o dobro do número registrado 12 meses antes.

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