O preço da ação da Aura Minerals (AURA33) caiu demais, e quem comprar o papel agora provavelmente vai levar “de graça” a expansão na produção de ouro almejada pela companhia para os próximos anos. A avaliação é do banco BTG Pactual.
“A ação caiu 40% nos últimos dois meses, ou mais de 50% em relação às máximas de 2021, o que consideramos injustificável sob a perspectiva dos fundamentos”, afirmou a instituição financeira em um relatório.
O banco apontou que o preço de mercado da Aura equivale hoje a cerca de metade do valor líquido de seus ativos. Outras empresas do mesmo setor estão mais caras, segundo o BTG Pactual – a 80% ou 100% do valor líquido dos ativos.

Além disso, o banco ressaltou que a Aura é a única mineradora de ouro analisada pela instituição que deve mais que dobrar o volume de produção em questão de anos.
Embora tenha produzido menos no primeiro trimestre de 2022 do que em igual período anterior, a administração da Aura reiterou que pretende fechar este ano com uma produção de 260 mil a 290 mil onças de ouro equivalente e alcançar 500 mil onças nos próximos três anos.
O BTG Pactual também afirmou que é interessante para o investidor possuir em carteira ativos relacionados ao ouro, um ativo considerado seguro e tradicionalmente usado como reserva de valor em momentos de crise e de inflação elevada, como o atual.
“Nós aconselhamos os investidores a adicionarem ouro ao portfólio durante os períodos de incerteza, e vemos a Aura como uma ótima alternativa.”
O BTG Pactual recomenda a compra das ações e BDRs da Aura, com preços-alvo de, respectivamente, US$ 12,98 e R$ 67,00.
XP tem visão menos otimista
A XP Investimentos apontou que os resultados da Aura no primeiro trimestre ficaram acima das expectativas da corretora e do mercado em geral, mas mesmo assim está menos otimista com a ação da mineradora do que o BTG Pactual.
Embora considere “positivos” os números apresentados pela Aura para o início deste ano, a XP avalia que a empresa está operando a múltiplos próximos aos de outras mineradoras do Canadá, onde a ação da companhia é listada.
“Mantemos nossa recomendação neutra no nome, com preço-alvo de R$ 50 por BDR”, acrescentou.
Por volta das 16h10 (de Brasília), os BDRs da Aura subiam 5,75%, para R$ 34,77.
O preço-alvo do BTG Pactual implica potencial de 92,6% de alta para o papel, enquanto o da XP estima um upside de 43,7%.