A Americanas S.A., fruto da fusão operacional da Lojas Americanas (LAME3; LAME4) com a então B2W, registrou um lucro líquido de R$ 241 milhões no terceiro trimestre do ano, um crescimento de 568,3% referente a igual período de 2020.
O crescimento do lucro foi decorrente do uso de créditos tributários a que a empresa tinha direito. Desconsiderando os efeitos extraordinários, a varejista registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 6 milhões.
A receita líquida da empresa avançou 21,5%, alcançando R$ 6,277 bilhões entre julho e setembro.
Já o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 743 milhões, praticamente estável na comparação com igual período de 2020 (variação positiva de apenas 0,1%).
A margem Ebitda recuou 2,5 pontos percentuais na mesma base comparativa, de 14,4% para 11,8%.
O volume de vendas medido pelo GMV foi de R$ 12,9 bilhões entre julho e setembro, um crescimento de 23,8% na comparação com igual período de 2020. O maior avanço se deu no segmento digital (parceiros e operação própria), que somou R$ 9,9 bilhões, alta de 30,1%. Já a receita bruta das lojas físicas cresceu 6,5%, para R$ 2,9 bilhões.
Mas se as vendas cresceram, a despesa financeira da companhia também avançou, prejudicando o resultado. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 286,4 milhões, crescimento de 12,7% em relação ao terceiro trimestre de 2020. Segundo a companhia, a piora reflete a elevação da taxa básica de juros, a Selic, e custos relacionados ao pagamento antecipado de dívidas.
Assembleia em dezembro
Lojas Americanas (LAME3;LAME4), a holding do grupo, e a Americanas realizaram neste ano a combinação operacional dos negócios. O próximo passo é a unificação societária, que fará com que apenas AMER3 continue sendo negociada.
A companhia informou que irá submeter a proposta de unificação aos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 10 de dezembro de 2021.