Acordo da Oncoclínicas (ONCO3) com Unimed é positivo, mas gera dúvidas, diz Goldman Sachs

Falta de informação sobre ganhos financeiros traz incerteza sobre benefícios, diz Goldman Sachs

Foto: Shutterstock/Stasique

As ações da Oncoclínicas (ONCO3) operam em baixa nesta segunda-feira (10) e caem mais que o Ibovespa, o principal índice da B3, depois de a companhia anunciar uma parceria com a Unimed Nacional.

O acordo prevê a criação de uma empresa com foco na oferta de serviços de cuidado oncológico integral para cooperativas do sistema Unimed em todo o Brasil. O projeto, chamado de “JV Unimed Nacional”, será controlado pela Oncoclínicas, que vai deter 50,01% do capital.

O mercado reagiu mal à notícia. Por volta das 15h50, as ações da Oncoclínicas recuavam 2,54%, a R$ 6,92, enquanto o Ibovespa recuava 0,92% no mesmo horário.

A queda do papel pode estar relacionada à falta de visibilidade imediata sobre os potenciais benefícios da parceria, como explica o Goldman Sachs em um relatório.

Segundo o banco, o acordo é “bem-vindo”, mas o efeito econômico da parceria ainda é incerto. Por um lado, a parceria garante mais previsibilidade ao volume de pacientes atendidos pela Oncoclínicas, mas por outro há “baixa visibilidade” a respeito do valor que ela pode criar.

“Conforme a Oncoclínicas firma novos acordos com as Unimeds menores, esperamos que a empresa acelere sua pegada de cancer center (que tem sido a estratégia na maior parte dos acordos recentes)”, disse o Goldman Sachs, acrescentando que isso também evitaria a perda de receita para concorrentes.

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