A ação da Usiminas (USIM5) é uma das maiores baixas do pregão desta sexta-feira (28), após a empresa apresentar um balanço para o terceiro trimestre que até superou a expectativa de analistas, mas que mostrou que a tendência para os próximos meses é de enfraquecimento dos resultados.
Por volta das 12h55, os papéis da companhia caíam 5,35%, a R$ 7,26.
No balanço do terceiro trimestre, divulgado na manhã desta sexta, a Usiminas viu o lucro líquido cair 67%, para R$ 609 milhões, em comparação a igual período do ano passado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado, por sua vez, ficou em R$ 836 milhões no terceiro trimestre, resultado 71% abaixo dos R$ 2,88 bilhões vistos no trimestre equivalente em 2021. Na mesma comparação, a margem Ebitda caiu de 32% para 10%.
Em relatório a clientes após a divulgação do balanço da Usiminas, analistas do Itaú BBA ressaltaram que o Ebitda ajustado ficou acima da projeção do banco, que era de R$ 670 milhões, mas que o resultado indicava tendências mais fracas em todo o quadro.
“Resultados no setor de siderurgia foram prejudicados por custos mais altos e quedas sequenciais nos volumes de aço doméstico e preços”, escreveram os analistas Daniel Sasson, Edgard Pinto de Souza, Marcelo Furlan Palhares e Barbara Soares. “Na divisão de mineração, uma leve diminuição nos embarques e no preço do minério de ferro afetaram os resultados”, acrescentaram.
Apesar de não ter se animado com o balanço, o Itaú BBA recomenda a compra do papel, com um preço-alvo de R$ 15, valorização potencial de 95%.
Já os analistas do BTG Pactual têm uma visão neutra para ação, com um preço-alvo de R$ 10, e lembraram em relatório, após o balanço, que eles haviam rebaixado a classificação do papel por terem a percepção de que havia uma visibilidade fraca para os lucros da companhia, com a expectativa de deterioração da rentabilidade.
“Acreditamos que essa visão ainda está intacta e esperamos que as margens Ebitda do aço permaneçam abaixo de 10% no futuro próximo”, disseram Leonardo Correa e Caio Greiner. “Também temos uma série de dúvidas sobre o caminho de longo prazo da alocação de capital e preferimos esperar à margem até que haja mais clareza sobre todos esses tópicos.”