Após acumular uma alta de mais de 8% na semana, a Prio (PRIO3) recua mais de 2% nesta quinta-feira (3) e está entre as maiores quedas intradiárias, mesmo após ter anunciado a venda de sua participação no Campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, na Bahia.
Só para se ter uma ideia, na terça-feira (1), um dia depois da divulgação do balanço do terceiro trimestre do ano, as ações ordinárias da companhia encerraram o pregão com alta de 4,92%, de acordo com dados da plataforma do TradeMap. Hoje, por volta das 14h, o papel caía 1,99%, a R$ 36,39.
Isso porque, no terceiro trimestre, a Prio atingiu números recordes de produção, receita, custos de extração e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), segundo dados divulgados no dia 31 de outubro.
A queda das ações hoje não tem nada a ver com a venda do Campo de Manati, mas com uma realização natural após as altas recentes.
Segundo uma fonte que não quis se identificar, a venda de Manati pela petrolífera é positiva, embora não traga impacto significante para a Prio, uma vez que o ativo não está entre os principais da companhia.
Mais cedo, a petrolífera anunciou a venda de Manati para a Gas Bridge Storage por R$ 124 milhões, sendo que 10% do valor será pago na assinatura e o restante na conclusão da operação.
No comunicado, a Prio explicou que a sua participação de 10% no campo foi adquirida em 2017, por R$ 140 milhões. Até o momento, de acordo com a empresa, o campo gerou R$ 350 milhões em caixa, ou seja, um retorno de 3,4 vezes o valor investido.
Antes da transação, o Campo de Manati era formado pela Petrobras (35%), Enauta (45%), Prio (10%) e Geopark (10%). A companhia afirmou que a transação não depende de nenhuma contraparte ou de outros consorciados para a conclusão.