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Ação da Arezzo (ARZZ3) é mais cara do que pares, mas nível atual é bom ponto de entrada, diz BTG

Ação da Arezzo (ARZZ3) é mais cara do que pares, mas nível atual é bom ponto de entrada, diz BTG

Por volta de 14h15 desta terça, o papel era negociado em queda de 0,35%, a R$ 68,49

Celular com logo da Arezzo

Foto: Shutterstock

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Apesar de a ação da Arezzo (ARZZ3) ser negociada a múltiplos mais elevados do que os de seus principais concorrentes, o plano de negócios da empresa, combinado com seu poder de precificação, sua forte cadeia de produção e seu posicionamento no varejo premium, compensa o preço mais alto, de acordo com analistas do BTG Pactual.

Considerando a desvalorização de 22% do papel nos últimos três meses, segundo o banco, os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disseli e Victor Rogatis veem o nível atual como um ponto interessante de entrada.

A recomendação do BTG é de compra da ação, com preço-alvo de R$ 103 – o que corresponde a uma alta de 76% em relação ao valor do fechamento da última terça-feira (28), de R$ 68,73.

Por volta de 14h15 desta terça, o papel era negociado em queda de 0,35%, a R$ 68,49.

A análise do BTG, publicada em relatório nesta quarta-feira (29), vem depois de uma reunião com o CEO e COO da companhia, Alexandre Birman; com o CEO da AR&CO, Rony Meisler; com o CFO, Rafael Sachete, entre outros executivos da empresa.

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Durante o encontro, a diretoria da companhia reiterou o objetivo de fortalecer ainda mais sua cadeia de produção, com a meta de produzir 25% dos calçados vendidos em suas próprias fábricas, de 16% atualmente, além de aumentar a produção própria de bolsas, o que pode ser potencializado pela compra da Sunset e da HG, que já forneciam produtos para a companhia.

Além do fortalecimento da cadeia de produção, o plano estratégico da companhia para 2022 tem como pilares principais a expansão no segmento de vestuário feminino, a aceleração do crescimento internacional e a expansão orgânica de suas marcas.

Na visão do BTG, todas essas iniciativas devem ser capazes de aumentar a capacidade de resposta de fornecedores, reduzindo tempo de entrega e permitindo que a companhia reduza sobras de estoques e liquidações e melhore a assertividade com os franqueados. “Tudo isso deve mitigar uma potencial desaceleração da demanda nos próximos trimestres”, afirmam os analistas.

Além disso, o posicionamento da empresa, com foco no público de alta renda, também devem protegê-la de variações nas tendências e consumo. Em outra frente, por ser uma companhia mais capitalizada, a Arezzo deve ter melhor acesso à indústria, sentir menos o impacto da alta dos juros e ser capaz de administrar os efeitos da inflação.

Outros pontos positivos da companhia, que baseiam a recomendação de compra do banco, são a perspectiva de expansão resiliente no mercado brasileiro nos próximos anos, apoiada pelo crescimento do e-commerce, pela recuperação do consumo por classes de renda mais alta e pelo poder de precificação da Arezzo; as novas marcas, como Vans, Reserva e Carol Bassi, além da melhoria nos resultados da operação americana.

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