IPP brasileiro interrompe deflação e sobe 2,37% em março

Fonte: Shutterstock/wut62

o IBGE revelou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou uma alta de 2,37% em março, revertendo a trajetória de deflação verificada no mês anterior. Este avanço nominal, que ocorreu sem projeções prévias de mercado, impulsionou o acumulado do primeiro trimestre para 2,53%, evidenciando uma pressão disseminada de custos que atingiu 18 das 24 atividades industriais monitoradas no período.

O desempenho foi liderado pelo salto expressivo de 18,65% nas indústrias extrativas, o maior crescimento mensal do setor desde o início de 2021, motivado pela valorização de commodities energéticas sob influência direta das tensões geopolíticas globais. Paralelamente, o segmento de alimentos interrompeu uma sequência de dez quedas consecutivas ao subir 1,90%, refletindo o encarecimento de insumos básicos e da logística de transporte no mercado interno.

No encerramento deste balanço trimestral, a categoria de bens intermediários consolidou-se como o principal vetor de influência ao avançar 3,75%. Tal movimento sinaliza um forte repasse de custos de matérias-primas e fretes para as etapas subsequentes da cadeia produtiva, sugerindo um ambiente de preços mais pressionados para o setor de transformação e para o consumidor final nos próximos meses de 2026.

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