Ibovespa renova recorde, mas avanço é limitado por petroleiras e ações do varejo

Fonte: Shutterstock/Butsaya

O Ibovespa encerrou a quinta-feira (15) em leve alta de 0,26%, aos 165.568 pontos, renovando o recorde histórico pelo segundo pregão consecutivo. O avanço, no entanto, foi limitado pela queda de ações de grande peso, com destaque para a Petrobras, pressionada pela forte baixa dos preços do petróleo no mercado internacional. A desvalorização da commodity ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando um arrefecimento das tensões com o Irã, o que reduziu o risco geopolítico embutido nos preços.

Apesar da pressão externa, o mercado brasileiro segue amparado por fatores domésticos mais favoráveis. A inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta, enquanto a Selic segue em patamar elevado, reforçando a expectativa de início do ciclo de cortes de juros ao longo de 2026. Esse pano de fundo tem sustentado os ativos de risco e mantido o Ibovespa em suas máximas históricas. No curto prazo, os investidores acompanham de perto a próxima reunião do Copom e os sinais da política monetária nos Estados Unidos.

No noticiário corporativo, a Petrobras (PETR4) anunciou um acordo para fornecer combustível marítimo com conteúdo renovável à norueguesa Odfjell em 2026, reforçando sua estratégia de baixo carbono, mas ainda assim as ações recuaram 0,63% no pregão. A CSN (CSNA3) também teve um dia volátil após divulgar um plano amplo de venda de ativos para reduzir o endividamento, iniciativa vista como positiva no longo prazo, mas que gerou cautela no curto prazo, levando os papéis a fecharem em queda de 3,12%.

No varejo, Smart Fit (SMFT3), Vivara (VIVA3) e C&A (CEAB3) registraram quedas expressivas, apesar da divulgação de dados fortes de vendas no varejo. Na ponta positiva do índice, Embraer (EMBJ3) e B3 (B3SA3) se destacaram, com altas de 2,79% e 2,65%, respectivamente, apoiadas por anúncios de financiamento e sinais de melhora na liquidez do mercado.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Vamos (VAMO3): +7,61%

• Magalu (MGLU3): +4,05%

• Multiplan (MULT3): +2,83%

• Embraer (EMBJ3): +2,79%

• B3 (B3SA3): +2,65%


Baixas

• Smart Fit (SMFT3): -8,17%

• Vivara (VIVA3): -6,56%

• C&A Modas (CEAB3): -5,15%

• Hapvida (HAPV3): -4,61%

• Usiminas (USIM5): -3,23%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (15/01):

• Segunda-Feira (12): -0,13%

• Terça-Feira (13): -0,72%

• Quarta-Feira (14): +1,96%

• Quinta-Feira (15): +0,26%

• Na semana: +1,35%

• Em janeiro: +2,76%

• No 1°tri./26: +2,76%

• Em 12 meses: +34,99%

• Em 2026: +2,76%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,60%

• Nasdaq: +0,25%

• S&P 500: +0,26%


Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 16 de janeiro

Nesta sexta-feira (16) o calendário econômico traz atualizações relevantes que podem impactar os mercados. Veja os principais eventos do dia e suas possíveis consequências: 08:00

Destaques econômicos – 15 de janeiro

Nesta quinta-feira (15) o calendário econômico traz atualizações relevantes que podem impactar os mercados. Veja os principais eventos do dia e suas possíveis consequências: 06:00

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.