Ibovespa renova recorde e encerra em alta com trégua EUA-China
O Ibovespa encerrou a quinta-feira (30) em leve alta de 0,10%, aos 148.780 pontos, registrando a sétima valorização consecutiva e renovando recordes tanto no intraday (149.234 pontos) quanto no fechamento pelo quarto pregão seguido. O avanço foi sustentado pelo bom humor dos mercados, mesmo após o tom mais conservador do Federal Reserve (Fed) e a divulgação de um Caged acima do esperado, fatores que trouxeram alguma cautela aos investidores.
O movimento positivo foi impulsionado pela redução das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e pela divulgação do IGP-M abaixo das projeções, o que reforçou as expectativas de que o Banco Central brasileiro possa antecipar o início do ciclo de cortes da Selic. No cenário internacional, o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping resultou em uma trégua de um ano na guerra comercial, com a suspensão de tarifas sobre terras raras e chips e a redução de impostos sobre produtos ligados ao fentanil, aliviando as preocupações dos investidores e trazendo maior estabilidade ao comércio global.
No Brasil, o mercado de trabalho também trouxe boas notícias. O país criou 213 mil vagas formais em setembro, número acima das estimativas de mercado, o que confirma a resiliência da economia e, ao mesmo tempo, mantém o Banco Central atento ao risco inflacionário decorrente de um mercado de trabalho aquecido.
Entre os destaques corporativos, a Ambev (ABEV3) se destacou, com avanço de 4,66% após divulgar lucro líquido de R$ 4,9 bilhões no terceiro trimestre, superando as projeções e recuperando a liderança do segmento premium de cervejas após uma década. A Vale (VALE3) subiu 0,76% com a revisão de recomendação do BTG Pactual, que elevou o preço-alvo das ADRs para US$ 15, destacando a geração de caixa sólida e boas perspectivas de dividendos.
Em contrapartida, o Bradesco (BBDC4) caiu 3,88%, mesmo com lucro líquido recorrente de R$ 6,2 bilhões, alta de 18,8% na comparação anual. O resultado ficou levemente abaixo das expectativas e refletiu maior tributação e provisões adicionais. A Hypera (HYPE3) avançou 4,95%, beneficiada por crescimento de receita, margens em expansão e recorde de geração de caixa, enquanto a WEG (WEGE3) recuou 1,43%, pressionada por tarifas norte-americanas e queda no segmento solar. Já a Braskem (BRKM5) teve baixa de 2,86%, diante da redução nas vendas de resinas e químicos.
O Santander (SANB11) se destacou entre os bancos, com alta de 2,62% após anúncio de reorganização societária. A MRV (MRVE3) também figurou entre as maiores altas, subindo 4,22% após recomendação de compra por análise técnica.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Hypera (HYPE3): +4,95%
• Ambev (ABEV3): +4,66%
• MRV (MRVE3): +4,22%
• Santander (SANB11): +2,62%
• Ultrapar (UGPA3): +2,41%
Baixas
• Bradesco (BBDC4): -3,88%
• Bradesco (BBDC3): -3,56%
• Braskem (BRKM5): -2,86%
• Gerdau (GGBR4): -2,75%
• Gerdau Metalúrgica (GOAU4): -1,90%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (30/10):
• Segunda-Feira (27): +0,55%
• Terça-Feira (28): +0,31%
• Quarta-Feira (29): +0,82%
• Quinta-Feira (30): +0,10%
• Na semana: +1,78%
• Em outubro./2025: +1,74%
• No 4°tri./25: +1,74%
• Em 12 meses: +13,89%
• Em 2025: +23,69%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:
• Dow Jones: -0,23%
• Nasdaq: -1,58%
• S&P 500: -0,99%
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