Ibovespa avança com apoio do setor financeiro e alívio no cenário externo

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (25) com avanço de 0,91%, aos 177.816 pontos. O desempenho do principal índice da bolsa brasileira refletiu o alívio no ambiente internacional decorrente do avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

No cenário geopolítico, as atenções globais estiveram concentradas nas sinalizações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que as tratativas com o Irã estão progredindo em direção a um acordo mútuo. As propostas buscam incluir o país persa nos Acordos de Abraão, bem como outras nações árabes, concretizados e assinados em 2020 para cooperação econômica e diplomática entre Israel e países do Oriente Médio. No plano doméstico, o ambiente político foi movimentado pelo anúncio do presidente da Câmara, Hugo Motta, que confirmou o aval governamental para uma regra de transição na PEC que propõe o fim da escala 6×1. O acordo prevê a redução da jornada semanal de 44 para 42 horas em 60 dias após a promulgação, atingindo o limite de 40 horas em um ano.

No cenário microeconômico, o setor de petróleo operou no campo negativo, destoando da tendência altista do índice geral. As ações da Petrobras cederam terreno, com perdas de 2,91% para as ordinárias (PETR3) e de 2,42% para as preferenciais (PETR4). Em contrapartida, os papéis da Vale (VALE3) registraram valorização marginal de 0,59% na sessão. O setor financeiro atuou como um dos principais suportes para o índice, liderado pelas altas de 3,39% do Banco do Brasil (BBAS3), de 2,55% do Bradesco (BBDC4), de 2,26% do Itaú Unibanco (ITUB4) e de 1,99% do Santander (SANB11). Além disso, a operadora da bolsa, B3 (B3SA3), avançou 3,60%.

Entre as maiores variações positivas do Ibovespa, as ações do Assaí Atacadista (ASAI3) lideraram os avanços do índice com alta de 8,06%, seguidas pela C&A Modas (CEAB3), que subiu 6,70%. Na construção civil, a Cyrela (CYRE3) avançou 6,68% e a Direcional (DIRR3) valorizou-se 5,77%. Na ponta oposta, o destaque negativo ficou com os papéis da Prio (PRIO3), que registraram o recuo mais acentuado do pregão, com queda de 5,97%. O movimento de baixa foi acompanhado pela Usiminas (USIM5), que cedeu 3,18%, além das ações da Petrobras, já mencionadas anteriormente.

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Assaí (ASAI3): +8,06%

• C&A Modas (CEAB3): +6,70%

• Cyrela (CYRE3): +6,68%

• Direcional (DIRR3): +5,77%

• Marcopolo (POMO4): +4,89%


Baixas

• Prio (PRIO3): -5,97%

• Usiminas (USIM5): -3,18%

• Petrobras (PETR3): -2,91%

• Petrobras (PETR4): -2,42%

• Marfrig (MBRF3): -2,17%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (25/05):

• Segunda-Feira (25): +0,91%

• Na semana: +0,91%

• Em maio: -5,07%

• No 2°tri./26: -5,15%

• Em 12 meses: +29,02%

• Em 2026: +10,36%


EUA

Os principais índices de Nova York não funcionaram devido ao feriado nacional do Memorial Day.


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