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Três ações vão capturar melhor a retomada do setor de vestuário, diz BTG Pactual; veja quais são

Três ações vão capturar melhor a retomada do setor de vestuário, diz BTG Pactual; veja quais são

Companhias devem tirar proveito da recuperação no consumo do público de alta renda

Track Field Divulgação

Foto: Divulgação

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A indústria da moda passou por um período desafiador nos últimos dois anos por causa da pandemia de Covid-19. No entanto, para 2022, a expectativa é de recuperação do setor, em particular entre as empresas voltadas ao público de alta renda. Nesse cenário, quem deve se beneficiar mais, segundo o banco BTG Pactual, são Arezzo, Grupo SBF (dono da Centauro) e Track&Field.

“Após quase dois anos de problemas, a indústria está começando a se reerguer. O ano de 2021 já apontou para uma tendência de recuperação quase generalizada, mas não achamos que ela seja homogênea no Brasil em 2022”, diz o BTG Pactual.

A instituição baixou o preço-alvo da Arezzo (ARZZ3) de R$ 116 para R$ 103 por ação, mas recomenda a compra dos papéis por esperar expansão da companhia no mercado brasileiro, pela recuperação no consumo de pessoas com renda mais alta, por causa de novas marcas vinculadas — Vans e Reserva entre elas — e pelos resultados positivos nas operações americanas.

O BTG também cortou o preço-alvo para os papéis do Grupo SBF (SBFG3) — de R$ 46 para R$ 34 –, mas da mesma forma recomenda a compra da ação da companhia, que, além da Centauro, é dona da Nike no Brasil. “Com sua posição de liderança num mercado altamente fragmentado de bens esportivos e uma sólida estrutura de capital, vemos bastante espaço para ganhos de fatia de mercado nos próximos anos”, afirma o banco.

No caso da Track&Field (TFCO4), o preço-alvo caiu de R$ 20 para R$ 17, mas o BTG Pactual acredita que a empresa continuará apresentando um desempenho positivo, favorecida pela recuperação no consumo de pessoas com renda mais alta e por uma expansão que não deve prejudicar o retorno sobre o capital investido.

Isso, somado à perspectiva de margens maiores, forte alinhamento com a rede de franqueados, proximidade da cadeia de fornecedores e presença nacional, justifica a compra de ações da empresa, acrescentou.

Veja as demais avaliações e mudanças do BTG para ações do setor:

Empresa Preço-Alvo Recomendação
Grupo Soma (SOMA3) R$ 17 (antes era R$ 22) Compra
Lojas Renner (LREN3) R$ 37 (antes era R$ 56) Compra
C&A (CEAB3) R$ 11 (antes era R$ 18) Compra
Vulcabras (VULC3) R$ 13 (antes era R$ 12) Compra
Marisa (AMAR3) R$ 6 (antes era R$ 10) Neutra

Tendências

O BTG vê quatro tendências para o mercado brasileiro de moda neste ano. A primeira delas é a consolidação do setor, com aumento nas fusões e aquisições entre os maiores participantes e fechamento mais acelerado de lojas entre os menores.

A segunda é a inflação elevada no curto prazo e os gargalos de produção, que ainda podem afetar as vendas dessas companhias.

O terceiro ponto trata da maior aceitação das vendas eletrônicas e por mais de um canal entre os consumidores. O quarto corresponde à maior adesão dos consumidores a movimentos por um sistema de produção mais social e ambientalmente responsável.

O banco considera que o ambiente de operação das empresas de vestuário continuará complexo, e que problemas na produção e no transporte dos produtos devem resultar em aumentos de preço para os consumidores. Ao mesmo tempo, aponta que há esforços de algumas companhias estrangeiras para ingressar neste mercado no Brasil — destacando Shopee e Shein.

A Shein, em particular, vendeu R$ 2 bilhões em produtos no Brasil em 2021 — mais do que algumas redes varejistas locais vendem no comércio eletrônico. “Vemos a Shein como uma força crescente no varejo local de vestuário, aproveitando seu DNA digital, habilidade para atrair usuários à sua plataforma, produção hiper-rápida, preços muito baixos e ofertas de produtos baseadas em dados”, afirma o BTG.

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