MGLU3: o que aconteceu com a queridinha da B3? Analistas da XP explicam

Cenário macroeconômico do Brasil é o grande vilão da queda generalizada do setor varejista

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Foto: Magazine Luiza/Divulgação

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As ações da então queridinha do mercado Magazine Luiza (MGLU3) apresentam queda de 64% desde julho deste ano até o pregão de quinta-feira, 25, o que tem feito boa parte do mercado a se questionar sobre os fatores que levam à queda.

O movimento de retração pode ser observado como um todo pelo setor de varejo, que concentra as maiores quedas do Ibovespa no acumulado do ano, principalmente por conta do cenário macroeconômico do Brasil, que vem piorando, como ressaltam os analistas da XP.

Contudo, deixando a inflação elevada de lado, assim como a Selic, a casa de análise pontua que, após o Magalu divulgar seus resultados do terceiro trimestre, os papéis da companhia sofreram uma queda ainda mais intensa na bolsa brasileira.

“[A queda] pode ter sido ocasionada pelas incertezas de investidores quanto à dinâmica de margens para o quarto trimestre deste ano, além de um feedback negativo de alguns investidores frente ao provisionamento de estoques de R$ 350 milhões no trimestre”, ressalta a XP em seu relatório.

Os analistas acreditam que a varejista obteve uma performance sólida no canal online, mas com margens pressionadas. O volume bruto de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) online cresceu 22% na base anual, impulsionado pelo marketplace (3P), que reportou alta de 67% no mesmo comparativo, e estoque próprio (1P) com valorização de 6,7%, mesmo diante da base de comparação mais forte de 2020 (+150% e +145%, respectivamente).

No entanto, as vendas das lojas físicas apresentaram queda de 8% no terceiro trimestre frente ao mesmo período de 2020, impactadas pela deterioração macroeconômica.

“A companhia sinalizou uma continuidade de uma perspectiva desafiadora no canal por conta do macro, mas acredita que a dinâmica do marketplace deve seguir robusta”, destaca o time de varejo da XP Investimentos.

Rentabilidade

Em relação à rentabilidade, a margem Ebitda caiu 2,5 pontos percentuais (p.p.) na base anual, devido a uma margem bruta pressionada pela maior participação do e-commerce (72% das vendas, ou +6 p.p).

“No entanto, destacamos mais uma vez que o setor de varejo como um todo é fortemente impactado pelo cenário macroeconômico e, olhando para o segmento de e-commerce, isso tem sido ainda mais forte, seja pelo ajuste de projeções nos modelos dos analistas de mercado, manutenção do nível de riscos de curto prazo por parte dos fundos de investimentos, entre outros fatores que podem explicar essa queda vertiginosa em uma das queridinhas da bolsa brasileira”, comentam os analistas Danniela Eiger, Thiago Suedt e Gustavo Senday.

Quanto à rentabilidade e à geração de caixa das companhias do segmento, a XP destaca que o Magazine Luiza apresentou a pior margem Ebitda, enquanto a Americanas (AMER3), a melhor. Todas as varejistas tiveram queima de caixa no trimestre: Via, Americanas e Magalu, em R$ 830 milhões, R$ 635 milhões e R$ 270 milhões, respectivamente, decorrente do reforço nos níveis de estoque para a temporada de compras de fim de ano.

O que fazer com os papéis do Magalu?

Segundo a XP, é necessário cautela com os ativos MGLU3, considerando que a ação estava cotada acima de R$ 20 no começo do ano e hoje está abaixo de R$ 9.

“[Os] investidores precisam considerar outros fatores antes de comprar as ações de qualquer companhia nesse momento, como apetite a risco, prazo de investimento do investidor, comparação do valuation das companhias comparáveis, entre outros”, afirma a corretora.

Para o time de research, embora o setor tenha sido de longe o que mais sofreu dentro da cobertura de varejo em 2021, ainda existe um grande risco para os resultados das companhias, dado que a demanda pode ser mais fraca e a concorrência deve continuar bastante acirrada.

Além disso, os produtos eletrônicos e de linha branca, que são categorias-chave para o comércio eletrônico, tendem a ser mais cíclicos devido ao tíquete médio mais alto, e a demanda dos consumidores por essas categorias pode ter sido de certa forma antecipada durante a pandemia.

“Os players listados estão mais expostos às classes mais baixas, que também sofrem mais em um ambiente macroeconômico mais difícil, e o cenário competitivo deve permaneça desafiador, o que acaba aumentando a pressão na rentabilidade das companhias”, finaliza.

A XP possui recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 18 por ação, o que representa um potencial de valorização de 106% frente ao fechamento de quinta-feira, 25, de R$ 8,70.

Às 16h40 desta sexta-feira, 26, os ativos da empresa caíam 6,44%, a R$ 8,14, em dia de queda generalizada no mercado global devido à descoberta de uma nova cepa do coronavírus.

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