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Ações da Tesla caem mais de 4% após Musk perguntar se deve vender papéis para pagar imposto

Ações da Tesla caem mais de 4% após Musk perguntar se deve vender papéis para pagar imposto

Enquete ocorre em meio à proposta de taxação de bilionários em tramitação no Congresso dos EUA

Elon Musk (Tesla) - foto divulgação

Foto: Tesla/Divulgação

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O bilionário e polêmico empresário Elon Musk, CEO e fundador da Tesla, voltou a movimentar sua conta oficial do Twitter no último sábado, dia 6. O executivo publicou uma enquete perguntando se devia vender 10% de suas ações da fabricante de automóveis elétricos.

Na sequência de tweets, Musk comentou que a única forma de pagar impostos como pessoa física se daria por meio da venda de ativos no mercado, visto que não recebe salário ou bônus de nenhuma empresa.

A enquete, que teve a maior parte das respostas como “sim”, ocorre em meio à proposta de taxação de bilionários em tramitação no Congresso dos Estados Unidos. Atualmente, o executivo é a pessoa mais rica do mundo, de acordo com levantamento feito pela Bloomberg.

Por conta da fala de Musk, os papéis da Tesla (TSLA) caem no pregão desta segunda-feira. Por volta das 11h40, as ações negociadas em Nova York derretiam 4,10%, negociadas a US$ 1.171. Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts), por sua vez, acompanhavam a queda dos ativos, com baixa de 3,75%, a R$ 203,45.

Apesar do movimento negativo, os papéis ainda acumulam ganhos de mais de 180% em um ano na Bolsa. Segundo analistas ouvidos pelo TradeMap, sua inserção no universo ESG (melhores práticas ambientais, sociais e de governança, em português) somada à tecnologia disruptiva têm beneficiado as ações da companhia.

Para se ter uma ideia do ritmo de expansão da fabricante, no terceiro trimestre, a receita da Tesla cresceu cerca de 60% em um ano, a US$ 13 bilhões. E a projeção é de elevação anual de 50% nos próximos anos.

“Empresas de crescimento, que têm grandes expectativas de expansão, costumam ser recompensadas no mercado, principalmente em um cenário de juros baixos como nos Estados Unidos”, ressalta Vinicius Araujo, analista internacional da XP.

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