São muitas as opções de instituições por meio das quais podemos realizar investimentos. Sempre que falamos de investir em renda fixa é essencial ter em mente que, inicialmente, você empresta dinheiro a uma empresa ou instituição que emitiu uma dívida.
Teoricamente, o emissor de dívida mais seguro que existe – ou seja, com menor risco de inadimplência – é o governo federal. Por isso, os títulos do Tesouro Direto são tidos como os investimentos mais seguros do nosso mercado financeiro.
Já quando você investe em CDBs, RDBs, LCIs e LCAs, opta por emprestar seu dinheiro a emissores de dívida menos seguros, já que o risco de crédito das instituições financeiras privadas é maior do que se comparado ao do nosso governo.
Quando você investe em títulos do Tesouro Direto, está emprestando dinheiro para o governo federal. Ao investir em CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, empresta a instituições como bancos, financeiras e cooperativas de crédito. E quando compra CRIs, CRAs e debêntures, está emprestando dinheiro a empresas privadas que não estão vinculadas ao setor financeiro.
Dentre as instituições financeiras privadas, há entidades mais ou menos arriscadas. Investir em um grande banco, com uma extensa carteira de clientes e com facilidade de captação de recursos no mercado é bem mais seguro do que fazer isso em uma instituição de pequeno porte, que não tem tantos clientes e que não capta recursos no mercado financeiro com tanta facilidade.
Se bancos médios e pequenos têm mais dificuldade de captar recursos no mercado, por consequência, possuem um maior risco de crédito. Por isso, para conseguirem captar recursos, precisam oferecer taxas de juros maiores (e mais atrativas) do que se comparado às grandes instituições financeiras.
É exatamente aí que reside um grande risco…
Muitos investidores desavisados costumam fazer aplicações de renda fixa olhando apenas para a rentabilidade e ignoram o risco de crédito da instituição onde põem o dinheiro.
É fato que temos o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) – já falei sobre ele aqui – que oferece uma garantia de até R$ 250 mil por investidor e por instituição ao investidor em caso de quebra da instituição financeira , Há, porém, um limite de R$ 1 milhão para aplicações em poupança, CDBs, LCIs, LCAs, RDBs, Letras de Câmbio (LC), Letras Hipotecárias (LH).
Independentemente da existência da garantia do FGC, é prudente que o investidor tome alguns cuidados básicos ao investir em bancos menores. Caso aceite correr um risco adicional ao investir em títulos emitidos por instituições mais arriscadas, observe se os juros pagos são efetivamente maiores de forma a compensar o risco ao qual vai se expor.
Analisando o risco da instituição financeira em 3 passos
Para analisar o risco da instituição financeira em que você pretende investir, siga os passos a seguir:
1) Verifique se a instituição é associada ao FGC e consequentemente está coberta pela garantia do fundo.
2) Consulte os dados da instituição no site Banco Data, verificando se os chamados índices de Basileia e Imobilização estão dentro do permitido indicadores considerados pelo Banco Central e em patamares confortáveis. Além disso, observe se a instituição já acumula prejuízos. Quanto mais prejuízos acumulados, maior é o risco.
3) Compare o porte da instituição, o tamanho da carteira de crédito e o lucro líquido gerado (caso o resultado apresentado pela instituição seja superavitário) com outros bancos do mercado pelo site do Banco Central. Selecione a data do último levantamento, marque a opção “Conglomerados Financeiros e Instituições Independentes” e escolha o relatório “resumo”.
Com esses três passos, certamente você terá uma noção bem mais acurada sobre a real situação da saúde financeira da instituição em você pretende investir. Assim, poderá tomar decisões mais conscientes do risco que estará correndo ao, por exemplo, fazer um investimento em um banco menor que apresenta uma taxa de juros mais atrativa.