Em duas semanas, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúne para decidir a nova alta na taxa básica de juros, a Selic. Apesar de o comunicado da reunião anterior, que elevou os juros básicos para 7,75% ao ano, ter indicado nova alta de 1,5 ponto na taxa, o mercado já precifica um aumento maior no próximo encontro.
A informação de como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) se comportou na primeira quinzena de novembro –o dado será divulgado às 9h pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) — dará mais subsídios à decisão do BC, e também ao mercado na precificação do que pode vir por aí.
A expectativa de analistas ouvidos pela Broadcast é de uma alta entre 0,86% e 1,23% na variação de preços. Se o aumento for maior, a tendência é de crescerem as apostas de um aperto maior na taxa em dezembro.
Os investidores ainda acompanharão a votação da medida provisória que institui o Auxílio Brasil, novo programa social que substituirá o Bolsa Família, que foi marcada para as 9h de hoje na Câmara dos Deputados. De acordo com reportagem do Estadão, o relator da MP, o deputado Marcelo Aro (PP-MG), retirou do seu relatório a determinação de reajuste anual do benefício. Esse era um dos pontos de preocupação do mercado.
Às 9h30, ainda tem a divulgação do balanço das transações de conta corrente do Brasil com outros países em outubro, que será informado pelo Banco Central.
Lembrando que esta quinta é feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Amanhã, o mercado opera somente até 15h.
De olho na Petrobras
A Petrobras marcou para às 10h30 sua conversa com analistas e investidores sobre o seu plano estratégico para o período entre 2022 e 2026, que foi divulgado na noite desta quarta, dia 24, após o fechamento do mercado.
A estatal informou que investirá US$ 68 bilhões nos próximos cinco anos –a maior parte desses recursos vai para o pré-sal.