À espera de decisão do Fed, bolsas externas sinalizam cautela nesta quarta

No Brasil, investidores devem repercutir ata do Copom, que apontou que diretores chegaram a avaliar ritmo mais intenso de alta nos juros

Foto: Unsplash

As bolsas globais sinalizam dia de cautela com o retorno das preocupações quanto às novas restrições de mobilidade por conta do aumento no número de casos de Covid-19 – principalmente na China, que já tem perspectivas de crescimento econômico menor.

Na Ásia, a maioria dos mercados fechou em baixa, com as atenções voltadas às restrições de mobilidade, além dos problemas enfrentados com a crise imobiliária na China.

Ontem foi divulgado a atividade do setor de serviços chinês, mostrando expansão em outubro, impulsionada pela maior demanda, mesmo que o aumento da inflação tenha pesado sobre a confiança das empresas para o próximo ano, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Caixin Markit. O indicador de serviços subiu a 53,8 em outubro, ante 53,4 em setembro – a marca de 50 separa crescimento de contração.

Já as bolsas europeias e os futuros americanos operam em leve baixa após as máximas, que foram impulsionadas pelos lucros da temporada de balanços ante os problemas que as companhias vêm enfrentando com os custos crescentes e a falta de produtos que integram a cadeia de suprimentos.

Além disso, os investidores aguardam pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que ocorre nesta quarta-feira, 3, quanto à sua taxa de juros e ao anúncio das reduções na compra de títulos.

Na agenda econômica de hoje, ainda teremos a divulgação do relatório da ADP, às 9h15, que deve apontar a criação de 385 mil vagas de empregos no setor privado em outubro nos Estados unidos. Ainda por lá, saem a leitura final de outubro do PMI composto, às 10h45, o índice ISM de atividade do setor de serviços no mês passado, às 11h, e as encomendas à indústria em setembro, no mesmo horário. Para hoje, também são aguardados os estoques de petróleo do DoE, às 11h30.

Em relação às commodities, o preço do barril do petróleo recuou, mas ainda se situa acima dos US$ 80, enquanto o minério de ferro cai mais uma vez com as pressões da China.

No Brasil, a volta do feriado gera tensões, já que o EWZ, que representa a bolsa brasileira no mercado americano, caiu na véspera. No entanto, hoje abriu em leve alta. Os investidores ainda estão preocupados com o cenário de deterioração fiscal, com o câmbio depreciado e a inflação e os juros altos.

Também teremos a repercussão da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que confirmou a continuidade do ritmo de ajuste na taxa de juros, com aumentos próximos ao anunciado na última reunião. O dia ainda reserva as tratativas para a votação da PEC dos precatórios na Câmara.

Na agenda corporativa teremos a divulgação dos resultados do Itaú, Cielo, GPA, PetroRio, Unidas, XP, AES Brasil, Arezzo, Copasa, Pague Menos, Marcopolo, Ultrapar, Banco Pan, CSN e CSN Mineração.

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