Nesta sexta-feira, 17, as bolsas mundiais mantêm a volatilidade. Na Ásia, os mercados encerraram de forma mista, em uma semana negativa para as bolsas locais, em meio à crise da dívida da maior incorporada da China, o China Evergrande Group, e as intervenções regulatórias de Pequim, que vêm estressando alguns setores da economia.
Contudo, os investidores ficara mais animados hoje com a injeção de dinheiro pelo banco central chinês para socorrer o Evergrande, tentando acalmar os ânimos.
Já as bolsas europeias e os futuros americanos seguem sem tendência, com os investidores avaliando as novas interferências do governo da China, além de acompanhar como anda a recuperação global e a perspectiva de redução dos estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
Quanto às commodities, o petróleo opera de forma estável, enquanto o minério de ferro segue a sequência de perdas, empurrando os preços futuros para baixo dos US$ 100 a tonelada.
No Brasil, o decreto presidencial que aumentou as alíquotas do IOF sobre as operações de crédito para as pessoas físicas e jurídicas deverá ser destaque nesta sexta, movimentando os negócios.
A elevação do imposto ajudará a bancar a ampliação do Bolsa Família, rebatizada de Auxílio Brasil. A taxa para pessoas jurídicas subirá de 0,0041% (o equivalente a alíquota anual de 1,5%) para 0,00559% (alíquota anual de 2,04%), enquanto para pessoas físicas passará de 0,0082% (alíquota anual de 3,0%) para 0,01118% (alíquota anual de 4,8%).
A agenda econômica segue bem fraca, tanto no Brasil quanto no mercado externo. Por aqui, teremos a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da segunda quadrissemana da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Nos Estados Unidos, será divulgada a Confiança do Consumidor de Michigan, às 11h (horário de Brasília).