Ibovespa abre em queda com guerra no Oriente Médio e petróleo em alta

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa abre nesta quinta-feira (23) em queda de 0,31%, aos 177.001 pontos, enquanto o exterior opera sob pressão da escalada no Oriente Médio e de balanços decepcionantes no setor de tecnologia. Os houthis do Iêmen disseram ter atacado dois petroleiros sauditas, ameaçando abrir um novo ponto de estrangulamento ao fornecimento global de petróleo, somado ao quase bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã; à noite, os americanos completaram a 12ª noite seguida de ataques aéreos ao território iraniano. Com isso, o petróleo Brent dispara e mira novamente a casa dos US$ 100 o barril.

No front doméstico, o FMI concluiu a consulta do Artigo IV com o Brasil e defendeu uma política monetária mais flexível e gradual diante da escalada no Oriente Médio, elogiando a resiliência da economia brasileira, mas cobrando um ajuste fiscal mais robusto. Já na frente comercial, o governo segue aberto ao diálogo sobre a sobretaxa americana, mas só vê espaço real para avanço após as eleições de outubro, leitura reforçada pelo tom de Marco Rubio, que soaria mais eleitoral do que comercial. O vice-presidente Alckmin reiterou que o país não descarta a Lei da Reciprocidade, embora prefira evitar uma guerra comercial, e confirmou uma nova linha de crédito a juros reduzidos para os setores afetados.

No radar corporativo, a Vale (VALE3) convocou Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a destituição do vice-presidente do conselho de administração, Marcelo Gasparino da Silva, depois de uma investigação interna concluir que ele vazou informações sigilosas discutidas na reunião do colegiado de 19 de junho, com isso a ação registra alta de 1,66% no pregão. Já a Petrobras (PETR3) recebeu nova parcela de cerca de R$ 1,7 bilhão do Programa de Subvenção Econômica ao diesel, referente ao período de 16 a 31 de maio, elevando para aproximadamente R$ 6,4 bilhões o total recebido até aqui, mesmo com o petróleo em forte alta internacional, a estatal não reajusta os preços da gasolina há 56 dias nem os do diesel há 53, mantendo-os bem abaixo da paridade internacional, segundo a Abicom; o papel oscila positivamente 2,11% no pregão.

Fora do radar de commodities, a Simpar (SIMH3) vendeu a totalidade da CS Porto Aratu para a ICTSI Americas por um enterprise value de R$ 1,8 bilhão, sendo R$ 750 milhões em equity value e R$ 1,0 bilhão em dívida líquida, com pagamento dividido entre R$ 650 milhões no fechamento do negócio e R$ 100 milhões em earn-out ao longo de 18 meses; a companhia havia investido R$ 900 milhões para modernizar o terminal, hoje capaz de movimentar cerca de 9,5 milhões de toneladas por ano, e a ação varia positivamente em 2,74%. Já a Trisul (TRIS3) reportou prévia operacional positiva no segundo trimestre, com R$ 603 milhões em lançamentos, ante R$ 436 milhões no trimestre anterior e vendas líquidas de R$ 465,2 milhões, alta de 64% na comparação anual, levando o total vendido no semestre a R$ 858 milhões, avanço de 49% ante igual período de 2025; o papel registra alta de 1,46%.

Por volta das 10h40, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Prio (PRIO3): +2,14%

• Petrobras (PETR3): +2,11%

• Braskem (BRKM5): +1,98%


Baixas

• Hapvida (HAPV3): -3,78%

• CSN Mineração (CMIN3): -2,91%

• MRV (MRVE3): -2,83%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 23/07 às 10h40

• Segunda-Feira (20): -0,20%

• Terça-Feira (21): -0,03%

• Quarta-Feira (22): +2,44%

• Quinta-Feira (23): -0,31%

• Na semana*: +1,89%

• Em julho*: +2,89%

• No 3°tri./26*: +2,89%

• Em 12 meses*: +30,76%

• Em 2026*: +9,85%

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