Estrangeiros tem melhor semestre na B3 desde 2022

Fonte: Shutterstock/Alf Ribeiro

O primeiro semestre de 2026 foi marcado por um cenário positivo para o fluxo de capitais estrangeiros no Brasil, apesar da piora observada nos dois últimos meses. No acumulado do ano, o saldo de investidores estrangeiros na B3 permanece positivo em R$ 36,73 bilhões, R$ 9,83 bilhões acima do registrado no primeiro semestre do ano anterior. O desempenho configura o melhor semestre desde 2022, quando o ingresso líquido de capital estrangeiro alcançou R$ 51,04 bilhões no 2º semestre daquele ano. O resultado evidencia que, embora o ambiente externo tenha reduzido o apetite por risco, o mercado brasileiro ainda se mantém atrativo no acumulado do ano.

Nesse contexto, o mês de junho foi marcado pela assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, que reduziu significativamente a percepção de risco nos mercados globais, além das decisões de política monetária nas principais economias. No Brasil, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mas manteve um tom austero em sua comunicação, respaldado pela resiliência da atividade econômica, apesar dos primeiros sinais de desaceleração. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve optou por manter os juros entre 3,50% e 3,75%, diante da persistência das pressões inflacionárias e de um cenário geopolítico que ainda demanda cautela.

Ainda assim, o mês registrou saída líquida de R$ 7,05 bilhões em recursos estrangeiros na B3, o pior desempenho para um mês de junho em mais de cinco anos, refletindo um ambiente internacional desafiador, marcado por juros elevados nas principais economias e pela maior atratividade de ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro norte-americano.




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