Ibovespa despenca com escalada das tensões no Oriente Médio e temor de novas tarifas dos EUA

Fonte: Shutterstock/Lemonsoup14

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (03) com recuo de 2,22%, aos 170.331 pontos. O desempenho do principal índice da bolsa brasileira refletiu o aumento da aversão ao risco nos mercados globais, impulsionado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelas preocupações em torno das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

No cenário internacional, as atenções permaneceram voltadas para os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. As tensões se intensificaram após relatos de ataques norte-americanos a um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz, episódio que motivou novas retaliações por parte de Teerã. Além disso, um ataque iraniano ao aeroporto internacional do Kuwait deixou ao menos uma pessoa morta e 63 feridas, ampliando os temores de expansão do conflito para outros países da região. Paralelamente, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a indicar que o bloqueio do Estreito de Ormuz poderá se prolongar, reduzindo as expectativas de um acordo entre Washington e Teerã no curto prazo. Esse cenário reforçou as preocupações dos investidores com os impactos sobre a inflação global, o crescimento econômico e a condução da política monetária pelas principais economias.

No cenário doméstico, investidores seguiram atentos aos desdobramentos da ameaça tarifária dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O mercado repercutiu a possibilidade de que a combinação das medidas anunciadas pelo governo norte-americano eleve a sobretaxa sobre exportações brasileiras para até 37,5%. 

No cenário microeconômico, o setor petrolífero acompanhou o aumento das tensões geopolíticas, mas apresentou desempenho misto ao longo da sessão. As ações da Petrobras recuaram 1,12% nas ordinárias (PETR3) e 0,77% nas preferenciais (PETR4). Em contrapartida, a Prio (PRIO3) avançou 0,98% e a Brava Energia (BRAV3) registrou alta de 0,88%. Já a Ultrapar (UGPA3) caiu 3,07%, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) recuou 2,07%. O destaque negativo do setor ficou com a Cosan (CSAN3), que encerrou o pregão com forte desvalorização de 7,73%.

O setor financeiro também exerceu pressão sobre o índice. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) recuaram 2,12%, enquanto os papéis do Bradesco (BBDC4) registraram queda de 2,14%. O Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,81%, ao passo que o Santander (SANB11) encerrou a sessão em baixa de 2,34%. Entre as instituições financeiras, o BTG Pactual (BPAC11) apresentou uma das maiores quedas do segmento, com desvalorização de 4,77%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis da Copasa (CSMG3) lideraram os ganhos do índice, com valorização de 13,34%. Na sequência, as ações da Minerva (BEEF3) avançaram 2,29%, enquanto a Suzano (SUZB3) subiu 1,95%. Também figuraram entre os destaques positivos Equatorial (EQTL3), com alta de 1,89%, e TIM (TIMS3), que avançou 1,45%.

Na ponta negativa, os papéis da Azzas 2154 (AZZA3) lideraram as perdas do pregão, com recuo de 8,48%. O movimento de baixa foi acompanhado pelas ações da Hapvida (HAPV3), que caíram 8,26%, e da Cosan (CSAN3), com desvalorização de 7,73%. Também registraram quedas relevantes Direcional (DIRR3), que recuou 6,89%, Cyrela (CYRE3), com perda de 6,67%, e CSN (CSNA3), que encerrou a sessão com baixa de 6,31%.

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Copasa (CSMG3): +13,34%

• Minerva (BEEF3): +2,29%

• Suzano (SUZB3): +1,95%

• Equatorial (EQTL3): +1,89%

• TIM (TIMS3): +1,45%


Baixas

• Azzas (AZZA3): -8,48%

• Hapvida (HAPV3): -8,26%

• Cosan (CSAN3): -7,73%

• Direcional (DIRR3): -6,89%

• Cyrela (CYRE3): -6,67%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (03/06):

• Segunda-Feira (01): -0,91%

• Terça-Feira (02): +1,16%

• Quarta-Feira (03): -2,22%

• Na semana: -1,99%

• Em junho: -1,99%

• No 2°tri./26: -9,14%

• Em 12 meses: +23,84%

• Em 2026: +5,71%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -1,21%

• Nasdaq: -0,89%

• S&P 500: -0,74%

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