Ibovespa encerra sequência de perdas impulsionado por mineradoras e siderúrgicas em dia de sinalização tarifária dos EUA

Fonte: Shutterstock/Quality Stock Arts

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (02) com valorização de 1,16%, aos 174.198 pontos, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. O índice foi sustentado pelo forte desempenho das mineradoras e siderúrgicas, em linha com o avanço dos preços do minério de ferro no exterior.

No cenário internacional, a sugestão do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros não chegou a pressionar de forma intensa o mercado doméstico. Segundo agentes de mercado, o impacto da medida deve ser limitado. Na defesa das tarifas, o governo americano apontou “atos, políticas e práticas” do Brasil que “sobrecarregam e restringem” o comércio americano. Em contrapartida, o governo dos EUA sinalizou que empresas que utilizem ao menos 85% de aço e alumínio de origem americana podem se qualificar para uma alíquota reduzida de 10%, medida que beneficiou o sentimento em relação ao setor siderúrgico. No cenário geopolítico, o ambiente segue cauteloso diante da indefinição das negociações entre Estados Unidos e Irã em torno do conflito no Oriente Médio. O secretário de Estado Marco Rubio descartou o alívio de sanções antes da reabertura do Estreito de Ormuz e evitou sinalizar prazo para um eventual acordo.

No setor de petróleo, as ações da Petrobras recuaram entre 0,53% (PETR4) e 0,62% (PETR3), enquanto a Brava Energia (BRAV3) perdeu 0,96% e a PetroReconcavo (RECV3) caiu 1,07%. Já a Prio (PRIO3) liderou as perdas do setor, com queda de 1,34%. Em sentido contrário, a Ultrapar (UGPA3) avançou 1,18%.

No setor financeiro, o desempenho foi predominantemente positivo. O Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,51%, o Bradesco (BBDC4) avançou 1,55% e o BTG Pactual (BPAC11) ganhou 0,95%. O Santander (SANB11) avançou 0,55% e o Bradesco (BBDC3) fechou com alta de 1,05%. Na contramão, o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,35%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, a CSN (CSNA3) liderou os ganhos com valorização de 8,86%, seguida pela Usiminas (USIM5), que avançou 8,57%. Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subiu 6,53%, enquanto a Vale (VALE3) encerrou com alta de 4,04%. Na ponta negativa, a Marcopolo (POMO4) liderou as perdas com recuo de 2,78%, seguida pelo Magazine Luiza (MGLU3), que caiu 2,41% e Weg (WEGE3), que recuou 2,33%.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• CSN (CSNA3): +8,86%

• Usiminas (USIM5): +8,57%

• Gerdau (GGBR4): +6,53%

• Gerdau Metalúrgica (GOAU4): +5,81%

• CSN Mineração (CMIN3): +5,29%


Baixas

• Marcopolo (POMO4): -2,78%

• Magalu (MGLU3): -2,41%

• WEG (WEGE3): -2,33%

• Braskem (BRKM5): -2,15%

• Prio (PRIO3): -1,34%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (02/06):

• Segunda-Feira (01): -0,91%

• Terça-Feira (02): +1,16%

• Na semana: +0,24%

• Em junho: +0,24%

• No 2°tri./26: -7,08%

• Em 12 meses: +27,35%

• Em 2026: +8,11%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,45%

• Nasdaq: +0,03%

• S&P 500: +0,13%


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