Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/casa.da.photo

Nesta semana, o mercado acompanhou os desdobramentos das tensões no Oriente Médio, diante de sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Nos Estados Unidos, foram abertas 6,866 milhões de vagas de trabalho em março, levemente acima da expectativa do mercado, de 6,860 milhões. Já o setor privado norte-americano criou 109 mil postos de trabalho em abril, abaixo da projeção de 118 mil vagas estimada pelos analistas. Ainda no mercado de trabalho americano, a economia dos EUA gerou 115 mil empregos não agrícolas em abril, resultado acima da expectativa de 65 mil vagas. 

Os investidores também repercutiram o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca, em Washington. A reunião durou cerca de três horas e foi classificada como positiva por ambos os líderes. Após o encontro, Trump afirmou em uma rede social que a conversa foi “muito boa” e indicou a possibilidade de novos encontros em breve. Em meio a esse cenário, a temporada de balanços corporativos e a repercussão dos indicadores econômicos seguiram direcionando o desempenho das ações, influenciando as principais altas e quedas da semana no mercado brasileiro. 

Maiores altas 

Smart Fit (SMFT3) acumulou alta de 17,08% na semana. A rede de academias reportou lucro líquido recorrente de R$ 207 milhões no primeiro trimestre de 2026, avanço de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda da companhia somou R$ 672 milhões, crescimento de 29%, enquanto a margem avançou para 32%, ante 31% no primeiro trimestre de 2025. Em relatório, o BTG Pactual classificou a Smart Fit como “uma rara história de crescimento de longo prazo no setor de consumo da América Latina” e manteve recomendação de compra para o papel. 

Ambev (ABEV3) registrou valorização de 12,47% na semana. A companhia reportou lucro líquido de R$ 3,885 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido ajustado avançou 0,3%, para R$ 3,820 bilhões, impulsionado principalmente pelo crescimento do Ebitda. O Ebitda ajustado totalizou R$ 7,555 bilhões no trimestre, alta de 1,5% na comparação anual. 

Yduqs (YDUQ3) avançou 11,16% na semana. As ações subiram mesmo após a divulgação de resultados considerados fracos pelo mercado no primeiro trimestre de 2026. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 150 milhões no período, queda de 2,1% na comparação anual. Em conjunto com o balanço, a empresa anunciou guidance de Fluxo de Caixa do Acionista (FCA) entre R$ 520 milhões e R$ 620 milhões para 2026, acima dos R$ 500 milhões registrados em 2025. 

Totvs (TOTS3) teve alta de 10,51% na semana, após divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2026. O Bradesco BBI avaliou os números como positivos, destacando receita 0,6% acima das estimativas e Ebitda 3,3% superior ao esperado. O banco ressaltou a resiliência da unidade de Management (Gestão) como principal vetor de crescimento da companhia. A Totvs reportou lucro líquido ajustado de R$ 251,7 milhões no trimestre, avanço de 16,6% na comparação anual. Segundo a empresa, o período marcou recordes em indicadores como receita, Ebitda e vendas. 

Maiores quedas 

Magalu (MGLU3) apresenta queda de 13,12% na semana. Magazine Luiza (MGLU3) apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2026. A companhia teve prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 milhões, revertendo lucro de R$ 11,2 milhões observado no mesmo período do ano passado. As vendas totais da companhia ficaram em R$ 15,1 bilhões, com recuo de 5,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Já o lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 717,6 milhões, com queda de 5,4% contra o 1T25. 

Tim (TIMS3) apresentou queda de 9,40%, a operadora reportou lucro líquido normalizado de R$ 821 milhões entre janeiro e março, alta de 1,3% na comparação anual. Apesar do avanço, o resultado da TIM ficou abaixo das expectativas de parte do mercado, enquanto as margens vieram mais fracas do que o esperado. A receita líquida da companhia somou R$ 6,8 bilhões no período, crescimento de 6,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Já o Ebitda normalizado alcançou R$ 3,29 bilhões, alta de 6,6%, com margem de 48,3%. Segundo analistas, o mercado esperava mais uma surpresa positiva da companhia, após a sequência de resultados sólidos e o bom desempenho recente das ações TIMS3. 

Petrobras (PETR3) apresentou queda 8,44%. A ação da petroleira apresentou queda acompanhando o recuo dos preços do petróleo no mercado internacional, após sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O movimento refletiu a redução das tensões no Oriente Médio, após declarações de autoridades americanas indicando que a trégua segue em vigor. O recuo ocorreu após o secretário de Defesa dos EUA afirmar que o cessar-fogo com o Irã continua válido, reduzindo o risco de uma escalada militar na região, especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. 

Brava Energia (BRAV3) apresenta queda de 8,31% na semana. A petrolífera Brava Energia (BRAV3) teve prejuízo líquido de R$350 milhões no primeiro trimestre, revertendo o resultado positivo de R$829 milhões obtido um ano antes. A companhia divulgou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$1,6 bilhão, crescimento de 52% na mesma comparação. A alavancagem da companhia atingiu 1,84 vez, menor nível desde a criação da Brava, e a posição de caixa ficou próxima de US$1,1 bilhão, afirmou a empresa no balanço. 

A semana foi marcada pela repercussão de indicadores econômicos dos Estados Unidos, pelo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela temporada de balanços corporativos, fatores que influenciaram diretamente o desempenho das ações e a movimentação dos mercados. 

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