Azzas 2154 (AZZA3) atinge maior taxa média de aluguel em 6 anos 

Fonte: Shutterstock/BEST-BACKGROUNDS

A nona saída de um executivo do alto escalão desde a fusão entre Arezzo e Soma, ocorrida em agosto de 2024, foi a de Ruy Kameyama, presidente da unidade Fashion & Lifestyle. O fato foi o principal catalisador para que as ações da Azzas 2154 (AZZA3) atingissem a taxa média de aluguel de 59,38% em 28 de abril, a maior em seis anos. O anúncio desvalorizou os papéis em 10,88% no pregão do dia 10 de abril. Kameyama era peça-chave na estrutura do grupo, atuando como elo entre as duas principais lideranças, Alexandre Birman e Roberto Jatahy, e integrando o conselho da companhia.  


Sua saída dá continuidade ao movimento iniciado com as partidas do Diretor de Integração, da equipe fundadora da Reserva, dos CEOs das verticais Basic e Calçados e do CFO. O cenário intensifica as preocupações do mercado com governança, retenção de talentos, continuidade estratégica e captura de sinergias.  

Esse episódio se soma a um conjunto de pressões que já pesavam sobre o papel. No quarto trimestre de 2025, os resultados vieram em linha com o esperado, com margem Ebitda ajustada estável em 15,4%, mas a receita ficou pressionada e a Hering encerrou o período como destaque negativo, com queda de 40 pontos-base na margem bruta. Externamente, o Bank of America rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra, citando aumento de custos, reflexos da guerra no Oriente Médio, turnaround mais lento da Hering e competição crescente, impulsionada pela chegada da Bershka ao Brasil e pela estratégia de preços mais baixos da Zara. 



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