Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana 

Fonte: Shutterstock/Alf Ribeiro

Na semana de 19 a 24 de abril de 2026, o mercado financeiro brasileiro foi pressionado pela escalada militar entre Estados Unidos e Irã, que levou o petróleo Brent a superar os US$ 100 por barril e elevou as projeções de inflação, com o IPCA alcançando 4,80% no Boletim Focus. Nos Estados Unidos, entrou em vigor o novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, voltado a empresários americanos. No cenário doméstico, o Ibovespa recuou para a faixa dos 190 mil pontos, refletindo as incertezas quanto à normalização do Estreito de Ormuz e os impactos do conflito geopolítico. 

Maiores altas:

Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos da semana, com valorização de 15,21%. A companhia informou que seus acionistas controladores passaram a deter, em conjunto, 55,4% do capital social, equivalente a 278,5 milhões de ações ordinárias. A participação da família Pinheiro, fundadora e controladora, aumentou em relação aos 51,39% registrados em 8 de abril. Desconsiderando as ações em tesouraria, a fatia atual atinge 58,62%. 

Usiminas (USIM5) avançou 5,55% na semana. A empresa reportou lucro líquido de R$ 896 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 166% na comparação anual e acima das expectativas de mercado, que projetavam R$ 190,9 milhões. Em relação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 596%. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pela melhora operacional, efeitos cambiais positivos e aumento nos créditos tributários diferidos. 

Petrobras (PETR3) registrou alta de 4,10% na semana. A intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã impactou os mercados globais, elevando o preço do petróleo diante do risco de interrupção no fornecimento, especialmente após eventos envolvendo o Estreito de Ormuz. Com isso, ações do setor petrolífero avançaram, e a Petrobras acumulou ganho superior a R$ 100 bilhões em valor de mercado desde o início do conflito. 

Maiores quedas: 

C&A (CEAB3) recuou 12,96% na semana. O movimento ocorreu em meio à alta dos juros futuros, cenário que tende a afetar negativamente empresas cíclicas, como as do setor varejista. Ainda assim, o mercado mantém expectativa de desempenho positivo nos resultados da companhia. 

Yduqs (YDUQ3) caiu 10,33%. Segundo análise do JP Morgan, a empresa enfrenta um ambiente mais desafiador no primeiro trimestre de 2026, com recomendação neutra mantida e revisão do preço-alvo de R$ 21 para R$ 18,50. A projeção de crescimento de receita é de 3,2%, abaixo de concorrentes, enquanto o segmento digital segue pressionado por dificuldades na conversão de alunos. 

Totvs (TOTS3) registrou queda de 9,51%. No período, a gestora americana BlackRock elevou sua participação na companhia, passando a deter, de forma agregada, aproximadamente 10,01% das ações ordinárias, além de participação em instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações. 

O desempenho da semana foi marcado pela predominância de fatores externos, especialmente as tensões geopolíticas e seus efeitos sobre commodities e inflação, que impactaram diretamente o mercado doméstico e contribuíram para a queda do Ibovespa. 

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