Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/Alf Ribeiro

O mercado acompanhou nesta semana a reabertura total da passagem para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos. No primeiro dia, o preço do petróleo registrou queda, impactando os mercados. Ainda no cenário externo, a desescalada das tensões geopolíticas, com acordos temporários de cessar-fogo no Oriente Médio, reduziu o temor de choque inflacionário e levou à revisão das expectativas para a trajetória dos juros nos Estados Unidos. 

No cenário nacional, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,60% em fevereiro, na série com ajuste sazonal, superando a expectativa do mercado, que previa alta de 0,50%. Divulgado mensalmente, o indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). 

Maiores altas 

Vamos (VAMO3) registrou alta de 11,08% na semana. Foi divulgado que o Banco Central aprovou os investimentos da BNDESPar, braço de participações do BNDES, na Simpar (SIMH3) e em suas controladas, incluindo a própria Vamos. As empresas também informaram que a aprovação pelo Cade transitou em julgado, não havendo mais possibilidade de recursos, o que confirma o cumprimento de todas as condições previstas no acordo. 

Azzas 2154 (AZZA3) apresentou alta de 6,35% na semana. O grupo anunciou que o presidente da unidade de Fashion & Lifestyle, Ruy Kameyama, deixará a empresa no final de abril. Em fato relevante, a companhia informou que o executivo decidiu sair para se dedicar a novos projetos pessoais e profissionais, sem indicar um substituto até o momento. 

CSN (CSNA3) avançou 5,76%. A companhia deve iniciar em breve o recebimento de propostas vinculantes para sua unidade de cimento, conforme indicado pelo diretor financeiro Marco Rabello. A fase deve começar em pouco mais de um mês, após a definição das instituições que seguirão no processo, sem divulgação de valores ou potenciais compradores. 

A Vale (VALE3) registrou alta de 4,86% na semana. A companhia reportou produção de 69,7 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre de 2026, avanço de 3% na comparação. As vendas da commodity somaram 68,7 milhões de toneladas, atingindo o maior nível desde o início de 2018. 

Maiores baixas 

Brava Energia (BRAV3) caiu 10,20% após negar rumores sobre uma possível negociação com a colombiana Ecopetrol para venda de participação. A empresa afirmou que não há acordo em andamento, contrariando especulações de mercado sobre uma proposta que poderia chegar a R$ 26 por ação. 

PetroReconcavo (RECV3) recuou 8,95% na semana. Apesar de leve recuperação mensal, a companhia segue pressionada na comparação anual. Os dados operacionais de março e do primeiro trimestre de 2026 indicaram produção média de 24,4 mil barris por dia, queda de 11% na base anual, refletindo impactos de paradas programadas realizadas desde o segundo semestre de 2025. 

Prio (PRIO3) registrou forte queda, de 8,85%, acompanhando o recuo do petróleo após a liberação da passagem pelo Estreito de Ormuz. A companhia, que possui elevada exposição ao preço da commodity e menor nível de hedge, foi mais sensível ao movimento negativo dos preços internacionais. 

Weg (WEGE3) recuou 8,00%. O JPMorgan incluiu a companhia em sua lista de observação de catalisadores negativos, avaliando que o mercado antecipa uma recuperação que deve ocorrer apenas a partir de 2027. O banco destacou ainda o nível elevado de valuation e a expectativa de resultados moderados no curto prazo. 

Hapvida (HAPV3) caiu 7,70%, impactada por ruídos jurídicos, rebaixamentos de analistas e um cenário operacional ainda desafiador, o que contribuiu para a pressão sobre os papéis ao longo da semana. 

O conjunto desses fatores, tanto no cenário externo quanto doméstico, manteve o mercado sensível a notícias e revisões de expectativas, resultando em maior volatilidade e movimentos distintos entre os ativos.

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